Ora sala de visitas, ora confessionário, ora abrigo. Sempre meu pequeno espaço virtual! Registro de fatos, pensamentos, sentimentos de um cara com uma história meio diferente do padrão comum. Aquele padrão que ninguém consegue seguir à risca e sempre infringe de alguma forma, às vezes explícita, às vezes velada. Até porque, de perto ninguém é normal.
Analitics
segunda-feira, junho 07, 2010
Reunião Familiar
terça-feira, abril 27, 2010
Alegrias pequeno-burguesas

terça-feira, outubro 06, 2009
Dando as caras de novo

quinta-feira, junho 26, 2008
Planos

Não posso dizer que eu seja uma pessoa exatamente organizada (muito pelo contrário), mas dentro do que posso chamar de "meu planejamento de vida" sempre tive uma coisa muito acertada: primeiro precisaria comprar meu apartamento, para só depois pensar em comprar um carro. Dito e feito. No final do ano passado dei entrada no meu apê e consegui sair do aluguel. Hoje pago as prestações do financiamento e, tentando amortizar a dívida todo mês, quero quitá-lo em no máximo mais dois anos. Neste cenário, só planejava tratar da questão do carro quando a dívida já estivesse bem reduzida, e pensava que esta nova aquisição deveria ser vista lá pelo final de 2009, pelo menos.
Acontece que o final de semana passado embaralhou tudo e minha cabeça quase pirou. Explico. Por questões de trabalho, tive em minhas mãos um carro importado, liiiiiiindo, super completo, todo bacana, sob meus cuidados desde sexta-feira passada até a manhã da segunda-feira. Não era exatamente um carro novo, mas era TUDO DE BOM, 2.0, com câmbio automático, direção hidráulica, ar condicionado, air bags, bancos de couro, e uma série de outas cositas mas.
Sabe quando falam de homens que se realizam através do seu carro? Sempre achei isso meio babaquice, mas vivi na pele esta sensação. Dentro do "meu" carro me senti mais importante, mais potente, mais confiante, mais bonito e com um pinto cinco centímetros maior.
Isso não apenas por mim, mas também pela reação das pessoas quando me viam com o carro. O porteiro da casa dos meus pais, por exemplo, ficou babando, achando que a máquina era minha de fato. Até porque começar a andar num carro bacana serve como um sinal para os outros de que a vida está melhorando, de que há sucesso e dinheiro no caminho da sua vida.
E fora questões de ego à parte, tem também questões bem práticas na parada. Sexta e sábado fui a duas festas muito bacanas, mas que também eram muito longes, impraticáveis de ir de ônibus (e muito menos de taxi). Minhas opções seriam depender de carona (com todos os inconveniente de ficar na dependência dos outros) ou correr o risco de ficar em casa e perder noites excepcionais.
Pra esclarecer, uso quase sempre o carro da casa de meus pais, mas nem sempre dá pra contar com ele. Um exemplo quase trágico disso foi quando fui pegar o carro no dia 12 de junho passado e ele não estava na garagem. E nem pude reclamar, pois não apareci com nenhuma namorada pra minha família que justificasse um piti meu pelo carro exatamente naquele dia.
Por algum tempo, fiquei severamente tentado a ficar com aquele carro só pra mim, ou a fazer uma série de outros negócios que me garantiriam um carango só meu nos próximos dias. Mas foi só por algum tempo mesmo. Pouco depois, a razão retomou seu lugar, alertando que ainda não é a hora.
No fim, pelo menos ficou o gostinho do tempo que passei com aquela belezura de carro, os bons momentos proporcionados, e a sensação de que meus planos de compra podem ser adiantados um pouco. Quem sabe?
Certo é que, após este episódio, relembrei que não seria o carro que me faria mais importante ou potente, já estava mais confiante, continuava com a mesma beleza de sempre e com um pinto que, graças a Deus, já é de bom tamanho.
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Post de final de ano de 2007
Com estas frases eu terminei o meu post de final de ano, ainda no blog antigo, em 29 de dezembro de 2006. De lá para cá, importantes mudanças aconteceram na minha vida. Sem sombra de dúvidas, a mais importante foi a mudança para o novo apartamento. Sair do aluguel foi meu maior passo para virar gente grande em 2007.
No trabalho, importantes progressos, mas ainda há um amargo gosto de "quase" na garganta. Avançamos um bocado, mas não deslanchamos... ainda! Só que está cada dia mais perto de acontecer, e é bem possível que neste ano aconteça um temido e esperado “breaking point” na minha carreira. Vamos ver se dessa vez o foguete decola.
Na família, resta a sensação de que muito se especulou mas pouco se realizou. Apenas agradeço por ter todos bem de saúde e, apesar dos pesares, estarmos próximos e unidos. Se eu tenho alguns créditos com o pessoal lá do “outro lado”, troco todas as possíveis vantagens pessoais pelo bem estar deles, principalmente dos meus pais.
Como sempre acontece nesta época do ano, os últimos dias têm sido de bastante reflexão sobre os rumos da minha vida. Têm se destacado alguns momentos de isolamento voluntário e os questionamentos sobre se estou dedicando muita atenção a quem pouco me valoriza de verdade, e estou deixando de lado pessoas que mereceriam mais de mim – principalmente da minha família. Será um presságio da famosa “crise dos 30”?
E pra finalizar, a "Receita de Ano Novo" de Carlos Drommond de Andrade, na voz de Lima Duarte, em comercial da EPTV.
sábado, novembro 17, 2007
As time goes by...
(06/05/2003)
Lar, triste lar. Aqui estou eu para aumentar o seu vazio. Parece que as coisas nunca mudam por aqui. Não importa se eu saio de casa logo cedo, faço um monte de coisas na rua. É só voltar e ver que tudo está do mesmo jeito. Os papéis desarrumados rigorosamente na mesma ordem. A camisa de anteontem debaixo da camisa de ontem, que vai ficar debaixo da de hoje. Os CD’s nas mesmas caixas trocadas. È claro. Não dava pra eu querer que, num passe de mágica, eles resolvessem sair voando e entrando cada um em seu devido lugar. As coisas não acontecem num passe de mágica.
Ela era o sol também que iluminava. Um brilho forte, capaz de ofuscar. “Abra seus olhos; estão te passando a perna.” E não é que estavam mesmo? “Você não pode continuar assim desse jeito, sem cuidado. Já olhou seu colesterol?” Estava a ponto de ter um ataque cardíaco e nem sabia. Só ela mesmo pra enxergar meu coração sofrido por detrás de tanta gordura. “Você precisa de férias. Anda muito tenso. Peça um atestado para aquele seu amigo médico. Uma semana.” Fomos para Salvador. Ela queria ver o mar. Eu só queria vê-la brilhar ainda mais. Ver aquele sorriso aberto, os olhos em brasa, a pele radiante.
Lígia era quente. Ela era o sol mais uma vez porque me aquecia. Quando estávamos juntos não havia inverno, não havia sombras, não havia frio. Éramos um. Seu corpo era uma fonte inesgotável de energia, Seu toque era capaz de incendiar. Aquela mãozinha pequena... quanta força! E os lábios? Me transportavam para outra dimensão. Para um mundo só nosso. Onde tudo acontecia ao nosso bel prazer. Ah, quanto prazer. E que tudo mais fosse pro inferno. Pois o inferno não podia ser mais quente que nossa cama, que nosso sexo. Não podia ser mais quente que o sol. E o sol é Lígia. Meu sol. Meu calor. Minha luz. Meu centro de gravidade.
Hoje sobrevivo por inércia. Quer pasar por mim, que passe. É inanimado? Pois que fique onde está. E me deixe no meu crescimento vegetativo. Como aquelas algas subaquáticas que sobrevivem sem a energia solar. Deixo tudo como está. Não quero mudar. Não tem mais porquê. Vou deixar meus cacos espalhados pelos cantos escuros, onde já não há mais luz.
Pra combinar com o texto, vai o Youtube abaixo, involuntariamente sugerido pelo Ricardo.
sábado, agosto 11, 2007
Negócio fechado
Existem certas conquistas na vida que simbolizam verdadeiros marcos na nossa trajetória terrena. Muito embora eu insista em manter uma cara de novinho (apesar se ser quase um balzaquiano) não dá pra negar que o adjetivo de “jovem” não vai colar por muito mais tempo. A maturidade já chegou há anos e, com ela, muitas responsabilidades de gente grande.Pra encarar o futuro é preciso ter estrutura. Acho que já consegui firmar boas bases emocionais para isso. As financeiras estão sendo feitas, com o suor de cada dia. E, nesse sentido, hoje acabo de dar um importante passo ao assinar o contrato de compra da minha casa própria.





