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segunda-feira, junho 07, 2010

Reunião Familiar


Esta noite teve uma rara reunião familiar na casa dos meus pais. As coisas não andam nada bem por lá. Difícil dizer qualquer coisa, ou opinar, ou dar conselho, ou qualquer outra atitude - difícil até ficar calado e não fazer nada.


Amo meus pais, minhas irmãs e meu sobrinho, e gostaria muito que todos lá vivessem em maior harmonia. Eu, de fora daquela casa, mas como membro da família, tento colaborar como posso, e da maneira limitada que consigo.


Mas não posso deixar de reconhecer a sensação de reconhecer a sensação de satisfação de chegar no meu apartamento e poder desfrutar deste espaço que conquistei com muito esforço. E nas noites frias que têm feito em Belo Horizonte, este é mais um motivo pra que sempre agradecer a Deus pela vida cheia de graças que tenho hoje, e pelas pessoas que - longe ou perto - dela fazem parte.

Este blog é parte muito importante de tudo isso, e é por conta de momentos assim que, mesmo nos momentos de menos inspiração, eu faço questão de manter meu querido cantinho virtual.

terça-feira, abril 27, 2010

Alegrias pequeno-burguesas


Este fim de semana me senti igual aquelas donas de casa que terminam de pagar as 12 parcelas do Carnê do Baú e finalmente podem comprar um ferro de passar a vapor com cinco regulagens de temperatura, e finalmente aposentar o velho Black & Decker pesadão.

Bom, meu caso não é tão drástico, mas fiz algumas aquisições para o apartamento que me deixaram com sensação de classe média emergente. Primeiro foi a aquisição de uma máquina de lavar. Para um cara que mora sozinho e gastava os tubos com lavanderia, isso não é necessariamente um pequeno luxo, mas sim uma medida de economia doméstica de longo prazo.

Ainda assim, achei mega empolgante passar o fim de semana inteiro colocando roupas na máquina pra lavar. Tenho certeza que em um mês, o que hoje é "Oba, vou lavar um monte de roupas na máquina!" vai virar "Saco, tem um monte de roupa pra lavar na máquina...". Por isso mesmo fiz questão de aproveitar muito bem a fase boa da minha relação com o brinquedinho novo.

A segunda aquisição foi um pacote de HDTV da Net. O mundo realmente fica mais bonito em alta definição. E entre um ciclo e outro da nova máquina de lavar, vi uns documentários bacanas sobre predadores na selva africana, com hienas e leões mutilando o pescoço de pobres veadinhos, e sangue escorrendo por seus dentes, bem vermelho e brilhante. Quase dava pra sentir o cheiro...


Bom, pra brindar o final de domingo, uma sessão de X-Men Origins: Wolverine, em HD, claro. E ao ver a cena do Hugh Jackman saindo raivoso e peladão de uma banheira, com veias saltando pelos braços, só consegui pensar: "Isso sim que é alta definição!".


E assim, aos poucos, o apartamento novo vai ficando com menos cara se provisório, e com mais cara de um lar verdadeio.

terça-feira, outubro 06, 2009

Dando as caras de novo


"Por que você não escreve lá no seu blog sobre o dia em que fomos pra boate de mulher pelada?", me perguntou meu sócio há menos de uma semana. "Porque deve ter uns dois meses que não escrevo nada lá." respondi, na lata.

Foi quando me dei conta de quanto tempo eu me mantive afastado deste espaço. De quantas coisas importantes aconteceram neste tempo, que eu não registrei aqui. De como grande parte das pessoas que eu costumava seguir também pararam de escrever. Será fase? Será que a onda de blogs foi superada? Só o Twitter anda "bombando" por agora?

Bom, posso responder por mim. Blog pra mim é mais que pura onda. Comecei nesta brincadeira há mais de cinco anos e, mais até por deferência à importância que o blog um dia teve na minha vida, não pretendo deixar a coisa acabar assim, do nada. Mas o tempo pra postar é cada dia mais escasso. A vontade de escrever também. Novidades há, sim. Então vou colocar aqui algumas coisas, sem pretensão de me lembrar de tudo.

- Estou namorando. Aliás, já estava namorando há algum tempo, mas hoje vejo que não havia escrito aqui. Uma história que começou devagar, e aos poucos foi tomando espaço e envolvimento que não imaginava inicialmente. Isso só reforça minha percepção que, mutas vezes, as coisas não planejadas são as que acabam dando certo mesmo.

- Na contramão do parágrafo acima, vi vários casais de amigos se desfazerem nos últimos meses. Aliás, tem um ex meu que está se revelando uma piranha de marca maior! Ainda bem que no meu tempo ele era bem diferente (eu acho...).

- Toda minha turma de faculdade já sabe que sou gay. A notícia se espalhou entre casamentos de colegas e já virou domínio público. Ainda não tive nenhum encontro com eles desde então. Quero ver como vai ser, se alguma coisa vai mudar, etc. Acho que nessas horas é que se revelarão quem são os verdadeiros amigos.

- Pra manter a tradição, vou este ano mais uma vez para a Fórmula 1 em São Paulo. Desta vez, ficarei em casa dos meus queridos amigos Razi e Lê, e o meu namorado vai junto também. De início, ele iria só pra cidade. Esta semana comprou ingresso pro treino de sábado... mas vai pra um setor diferente do meu! Ah, nem comento do Razi, que ganhou ingresso e vai na sexta também... e também em outro setor!!!!! Aff...

- Mudei de academia, por influência do namorado, que atua na área. Esta nova fica no meio do caminho entre a minha pós-graduação e o meu apê, funcionando até meia noite. Os tempos atuais são de treinos noturnos (não raro, entre 22 e 23 horas) e algumas aulas coletivas, pra não deixar a barriga fora de controle.

- Dei um grande passo para terminar de pagar meu apartamento. na verdade, o plano é trocar o financiamento da Caixa por um consórcio imobiliário (da Caixa também), que tem praticamente o mesmo custo mensal, mas é quitado em metade do tempo. É aquela história de trocar uma dívida mais cara por outra mais barata.

- Obtivemos no escritório uma importante vitória e, pra comemorar, fomos eu e meu sócio pra uma boate de mulher pelada, cujo nível é mais ou menos o mesmo daquela do anúncio acima. Mas isso é caso para um post exclusivo, que espero escreveu um dia desses...

quinta-feira, junho 26, 2008

Planos


Não posso dizer que eu seja uma pessoa exatamente organizada (muito pelo contrário), mas dentro do que posso chamar de "meu planejamento de vida" sempre tive uma coisa muito acertada: primeiro precisaria comprar meu apartamento, para só depois pensar em comprar um carro. Dito e feito. No final do ano passado dei entrada no meu apê e consegui sair do aluguel. Hoje pago as prestações do financiamento e, tentando amortizar a dívida todo mês, quero quitá-lo em no máximo mais dois anos. Neste cenário, só planejava tratar da questão do carro quando a dívida já estivesse bem reduzida, e pensava que esta nova aquisição deveria ser vista lá pelo final de 2009, pelo menos.

Acontece que o final de semana passado embaralhou tudo e minha cabeça quase pirou. Explico. Por questões de trabalho, tive em minhas mãos um carro importado, liiiiiiindo, super completo, todo bacana, sob meus cuidados desde sexta-feira passada até a manhã da segunda-feira. Não era exatamente um carro novo, mas era TUDO DE BOM, 2.0, com câmbio automático, direção hidráulica, ar condicionado, air bags, bancos de couro, e uma série de outas cositas mas.

Sabe quando falam de homens que se realizam através do seu carro? Sempre achei isso meio babaquice, mas vivi na pele esta sensação. Dentro do "meu" carro me senti mais importante, mais potente, mais confiante, mais bonito e com um pinto cinco centímetros maior.

Isso não apenas por mim, mas também pela reação das pessoas quando me viam com o carro. O porteiro da casa dos meus pais, por exemplo, ficou babando, achando que a máquina era minha de fato. Até porque começar a andar num carro bacana serve como um sinal para os outros de que a vida está melhorando, de que há sucesso e dinheiro no caminho da sua vida.

E fora questões de ego à parte, tem também questões bem práticas na parada. Sexta e sábado fui a duas festas muito bacanas, mas que também eram muito longes, impraticáveis de ir de ônibus (e muito menos de taxi). Minhas opções seriam depender de carona (com todos os inconveniente de ficar na dependência dos outros) ou correr o risco de ficar em casa e perder noites excepcionais.

Pra esclarecer, uso quase sempre o carro da casa de meus pais, mas nem sempre dá pra contar com ele. Um exemplo quase trágico disso foi quando fui pegar o carro no dia 12 de junho passado e ele não estava na garagem. E nem pude reclamar, pois não apareci com nenhuma namorada pra minha família que justificasse um piti meu pelo carro exatamente naquele dia.

Por algum tempo, fiquei severamente tentado a ficar com aquele carro só pra mim, ou a fazer uma série de outros negócios que me garantiriam um carango só meu nos próximos dias. Mas foi só por algum tempo mesmo. Pouco depois, a razão retomou seu lugar, alertando que ainda não é a hora.

No fim, pelo menos ficou o gostinho do tempo que passei com aquela belezura de carro, os bons momentos proporcionados, e a sensação de que meus planos de compra podem ser adiantados um pouco. Quem sabe?

Certo é que, após este episódio, relembrei que não seria o carro que me faria mais importante ou potente, já estava mais confiante, continuava com a mesma beleza de sempre e com um pinto que, graças a Deus, já é de bom tamanho.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Post de final de ano de 2007

No mais, 2006 foi basicamente um ano de avanços em muitos aspectos. Mas ainda não foi o ano de deslanchar também. Sinto que, cedo ou tarde, "a minha hora vai chegar". Que seja em 2007, se Deus quiser!

Com estas frases eu terminei o meu post de final de ano, ainda no blog antigo, em 29 de dezembro de 2006. De lá para cá, importantes mudanças aconteceram na minha vida. Sem sombra de dúvidas, a mais importante foi a mudança para o novo apartamento. Sair do aluguel foi meu maior passo para virar gente grande em 2007.

Tudo bem, ainda falta quitar o financiamento, mas espero fazê-lo em, no máximo, dois anos. A conquista da casa própria, mais que uma realização pessoal, é um marco evidente de sucesso para o mundo exterior. Impõe respeito, gera admiração e atrai até inveja (mas esta última a gente não deixa pegar).

No trabalho, importantes progressos, mas ainda há um amargo gosto de "quase" na garganta. Avançamos um bocado, mas não deslanchamos... ainda! Só que está cada dia mais perto de acontecer, e é bem possível que neste ano aconteça um temido e esperado “breaking point” na minha carreira. Vamos ver se dessa vez o foguete decola.

Na família, resta a sensação de que muito se especulou mas pouco se realizou. Apenas agradeço por ter todos bem de saúde e, apesar dos pesares, estarmos próximos e unidos. Se eu tenho alguns créditos com o pessoal lá do “outro lado”, troco todas as possíveis vantagens pessoais pelo bem estar deles, principalmente dos meus pais.

No coração, o ano começou agitado, com gente achando que podia cobrar muito da minha vida (aff..!). Seguiu com momentos de galinhagem explícita, com seu ápice no meu primeiro carnaval solteiro depois de três anos, bem no Rio de Janeiro (ÊÊÊbbaaaa!!!!!). Agora, engato dez meses de namoro com um cara fora de série, numa sintonia igualmente ímpar. Nada de contos de fadas. Este é um relacionamento mais palpável, mais pé no chão, mais cheio de defeitos e qualidades. E com muitos, muitos fluidos trocados!!!

Como sempre acontece nesta época do ano, os últimos dias têm sido de bastante reflexão sobre os rumos da minha vida. Têm se destacado alguns momentos de isolamento voluntário e os questionamentos sobre se estou dedicando muita atenção a quem pouco me valoriza de verdade, e estou deixando de lado pessoas que mereceriam mais de mim – principalmente da minha família. Será um presságio da famosa “crise dos 30”?

Ano que vem eu descubro.

E pra finalizar, a "Receita de Ano Novo" de Carlos Drommond de Andrade, na voz de Lima Duarte, em comercial da EPTV.

sábado, novembro 17, 2007

As time goes by...

Quando finalmenmte resolvo colocar a mão na massa e ajustar algumas coisas da mudança para o apartamento novo, vejo que remexer em velhas gavetas pode nos guiar para viagens no tempo. Por pouco não mandei para o lixo, sem ver, um texto que escrevi há mais de quatro anos, num momento de fossa profunda, mas do qual eu nem me lembrava de ter rabiscado.

Foi escrito após um pé na bunda que levei do primeiro homem por quem eu me envolvi emocionalmente. Eu realmente estava sem chão na época (muito embora eu tenha pintado a situaçao em cores mais intensas que as da realidade).

Como na época eu ainda era muito neurado, e talvez por medo de que alguém o lesse inadvertidamente, dei à personagem central o nome de uma garota por quem eu tinha sido apaixonado na faculdade, no tempo em que eu (achava que) era hétero.

Deu até vontade de fazer umas pequenas alterações no texto, mas prefiro transcrevê-lo exatamente como eu o reencontrei. Tenho algumas escritas como registros históricos e alterá-las seria como deturpar uma retrato antigo. Ainda mais porque o olhar diferente do "futuro" já nos faz enxergar muita coisa que não víamos no "passado" sem precisar alterar a fonte.

Interesante é notar como essa pessoa, que já foi protagonista da minha história, atualmente não faz nem figuração na minha vida. Mas, enfim, como recordar é viver, achei que seria interessante postar o texto aqui, para que ele não corra de novo o risco de ir pro lixo inadvertidamente.


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Eclipse

(06/05/2003)

Lar, triste lar. Aqui estou eu para aumentar o seu vazio. Parece que as coisas nunca mudam por aqui. Não importa se eu saio de casa logo cedo, faço um monte de coisas na rua. É só voltar e ver que tudo está do mesmo jeito. Os papéis desarrumados rigorosamente na mesma ordem. A camisa de anteontem debaixo da camisa de ontem, que vai ficar debaixo da de hoje. Os CD’s nas mesmas caixas trocadas. È claro. Não dava pra eu querer que, num passe de mágica, eles resolvessem sair voando e entrando cada um em seu devido lugar. As coisas não acontecem num passe de mágica.

Me lembro que Lígia era o sol. Mas não apenas numa acepção puramente romântica. “Você é meu sol.” Não. Dá pra fazer uma análise minuciosa sobre Lígia-sol. Antes de mais nada, ela era o coentro de tudo. Todas as decisões vinham dela. Trocar de vídeo ou comprar um DVD? Comida mexicana ou japonesa? Papai-e-mamãe ou Jô Soares? Ela centralizava tudo. “Você tem mais com que se ocupar. Cuide do seu trabalho que eu cuido da casa.” E chamava para si todos os afazeres. Concentrava tudo. E eu só me concentrava nela, me desconcentrando de todo o resto. Centro das minhas atenções, dos meus pensamentos, da minha razão.

Ela era o sol também que iluminava. Um brilho forte, capaz de ofuscar. “Abra seus olhos; estão te passando a perna.” E não é que estavam mesmo? “Você não pode continuar assim desse jeito, sem cuidado. Já olhou seu colesterol?” Estava a ponto de ter um ataque cardíaco e nem sabia. Só ela mesmo pra enxergar meu coração sofrido por detrás de tanta gordura. “Você precisa de férias. Anda muito tenso. Peça um atestado para aquele seu amigo médico. Uma semana.” Fomos para Salvador. Ela queria ver o mar. Eu só queria vê-la brilhar ainda mais. Ver aquele sorriso aberto, os olhos em brasa, a pele radiante.

Lígia era quente. Ela era o sol mais uma vez porque me aquecia. Quando estávamos juntos não havia inverno, não havia sombras, não havia frio. Éramos um. Seu corpo era uma fonte inesgotável de energia, Seu toque era capaz de incendiar. Aquela mãozinha pequena... quanta força! E os lábios? Me transportavam para outra dimensão. Para um mundo só nosso. Onde tudo acontecia ao nosso bel prazer. Ah, quanto prazer. E que tudo mais fosse pro inferno. Pois o inferno não podia ser mais quente que nossa cama, que nosso sexo. Não podia ser mais quente que o sol. E o sol é Lígia. Meu sol. Meu calor. Minha luz. Meu centro de gravidade.

Acabou. Um eclipse permanente. Ela se foi. E eu perdi o rumo, perdi o norte, perdi a orientação. Como posso prosseguir se não vejo mais o caminho? Para onde ir se não há mais direção? Se ela ao menos tivesse me deixado um manual de instruções: “Como viver a sua própria vida sem mim”, talvez fosse mais fácil. De todo jeito continuaria sendo ela, mesmo que à distância. Controle remoto. Mas nem isso...

Hoje sobrevivo por inércia. Quer pasar por mim, que passe. É inanimado? Pois que fique onde está. E me deixe no meu crescimento vegetativo. Como aquelas algas subaquáticas que sobrevivem sem a energia solar. Deixo tudo como está. Não quero mudar. Não tem mais porquê. Vou deixar meus cacos espalhados pelos cantos escuros, onde já não há mais luz.

Agora vou dormir. E quando acordar, as coisas estarão no mesmo lugar. A única coisa diferente vai ser o dia. Ou melhor, a data. Os dias têm sido sempre iguais. Eles não mudam. Nada muda. E não mudo. Continuo fugindo da vida. Parado, aqui, no mesmo lugar. Esperando por um passe de mágica. Esperando o sol nascer. De novo.

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Pra combinar com o texto, vai o Youtube abaixo, involuntariamente sugerido pelo Ricardo.



sábado, agosto 11, 2007

Negócio fechado

Existem certas conquistas na vida que simbolizam verdadeiros marcos na nossa trajetória terrena. Muito embora eu insista em manter uma cara de novinho (apesar se ser quase um balzaquiano) não dá pra negar que o adjetivo de “jovem” não vai colar por muito mais tempo. A maturidade já chegou há anos e, com ela, muitas responsabilidades de gente grande.

Pra encarar o futuro é preciso ter estrutura. Acho que já consegui firmar boas bases emocionais para isso. As financeiras estão sendo feitas, com o suor de cada dia. E, nesse sentido, hoje acabo de dar um importante passo ao assinar o contrato de compra da minha casa própria.

Tudo bem que falta fechar o financiamento na Caixa e, depois disso, quitar todas as parcelas para ser 100% dono do imóvel. Ainda assim, nesta data tão especial, posso dizer que me sinto menos menino e mais adulto.

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