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quarta-feira, maio 21, 2008

Diálogo


Celular toca nesta quarta-feira, véspera de feriado. É o meu melhor amigo, hetero, que está morando em Brasília. Ele quase sempre liga quando está para vir pra BH, pra gente se encontrar. Mas desta vez foi diferente.

- Fala, Marco!
- Fala, Amigo! Beleza?

- Beleza! Marco, por acaso você vai a São Paulo este final de semana?
- Vou não. Por quê?
- É que eu li na internet hoje que este final de semana tem Parada lá em São Paulo...
- E...?

- ... e eu estou indo pra lá!
- ?!?!?!?!?!?!
- Estou indo pra São paulo. Tenho uma reunião de trabalho segunda-feira de manhã. Então chego na cidade no final de semana.
- Ah, que susto...
- Pensei que talvez você estivesse planejando ir pra lá.
- Infelizmente, não. Mas, já que que você vai estar na cidade, pode dar uma passadinha lá, me representando.

- ... ?!?!?!
- KKKKKKKKKKKKK
- Pode até ser, mas só como simpatizante, ok? Hehehehe.

Nessas horas vejo como é bom quando posso seu "eu mesmo" com as pessoas!

terça-feira, maio 20, 2008

SMS

"Muitissimo obrigado, sinceramente nao sei o que teria feito sem sua ajuda. Voce foi otimo! Fulana"

Foi exatamente desta forma que uma pessoa que me ajuda tanto todos os dias retribuiu a um pequeno favor que lhe fiz hoje (não alterei nem a falta de acentos, típicas das mensagens de SMS, e nem o fato de a Fulana ter escrito "obrigado" ao invés de "obrigada").

Foi coisa boba, que me custou apenas dez minutos de atenção e boa vontade. Dificuldade zero. Mas que pra ela significaram muito!

Impressionante como pequenos atos de atenção podem valer tanto para algumas pessoas. E também como uma singela demonstração de gratidão recompensa de forma tão bacana um gesto desinteressado de ajuda ao próximo.

sexta-feira, maio 16, 2008

Surpresa boa

Esta manhã meu gatinho apareceu de surpresa aqui em casa e me acordou aos beijos. Eu estava morrendo de saudades disso. Foi tão boooooooommmmm....

Minha sexta-feira já começou bem mais feliz!

quinta-feira, maio 08, 2008

Quatro "ex" e um feriadão



Passei a maior parte do último feriado sem a presença do meu namorado. Estivemos juntos apenas entre a noite de sexta e o início da tarde de sábado. Foi ruim porque foi por pouco tempo. Mas foi excelente enquanto durou.

Só que, nos outros dias, acabei não ficando em casa também. Na verdade, acabei saindo um bocado. Nada de segundas ou terceiras intenções, mas é que eu não consigo ficar em casa, parado, sozinho, num final de semana inteiro (principalmente num feriadão!). E também não fiz nada escondido do meu gatinho, que detesta sair à noite. Então ele prefere que eu saia sem ele e me divirta a me ver insatisfeito em casa (ou a ter que sair de noite comigo). Esse assunto rende um post, mas não é sobre isso que quero escrever hoje.

O interessante é que nas minhas saídas neste feriado, acabei por ver/encontrar quatro “ex” meus. Ex-namorado. Ex-rolo. Ex-ficante. Cada um com uma história diferente comigo, e cada um em uma situação bem distinta entre eles na atualidade. Pra facilitar, vou numerar os rapazes pela ordem em que os vi no feriado.

O Ex1 foi meu namorado por seis meses e meio. Combinei de encontrá-lo para vermos um show num festival que rolou na cidade. Ele estava com alguns amigos e com a atual namorada. Isso mesmo: namoradA (original de fábrica, com perereca e tudo). Ô mínimo que tem uma cabeça complicada... Tenho certeza de que ele gosta da menina, de verdade. Mas, por outro lado, várias vezes comentávamos um com o outro sobre os gatinhos que estavam lá no local. Parece que o cara até hoje não sabe direito o que quer da vida (ou até sabe, mas não sabe como lidar com isso direito). Espero que um dia se ajeite, pois do contrário pode se machucar muito e, pior ainda, machucar quem jamais vai entender a situação e deve (com toneladas de razão) se sentir usada e enganada (mesmo que esta não seja a intenção dele).

O Ex2 foi meu “namorido” pro quase dois anos, nos quais moramos juntos. Encontrei-o no dia em que fui encontrar uma turma de amigos dele, que viraram meus amigos também. Sabia que ele estaria no local, mas estranhei a ausência do atual namorado dele. Os olhos vermelhos e a bebedeira do rapaz já denunciavam: tinham terminado naquele mesmo dia, mais cedo. Fiquei com o coração apertado em vê-lo naquela situação (e puto em saber, pelos amigos, alguns detalhes do barraco que foi o “término” deles). É triste ver sofrendo assim uma pessoa de quem você gostou tanto. Mas, como já era de se esperar, fiquei sabendo no dia seguinte que eles estavam conversando e que, invariavelmente, reatariam no mesmo dia. Só espero que a reconciliação tenha compensado todo o estresse da véspera.

O Ex3 eu acabei encontrando, por acaso, no mesmo bar. Ele foi meu “namoradinho” por umas três semanas, sendo que depois ficamos ótimos amigos. Para mim ele é a comprovação da teoria que todo grande galinha é, na verdade, um romântico inveterado, e que o grande número de bocas (e outras partes menos publicáveis) que beija é, na verdade, a busca incansável pelo verdadeiro amor. Pois bem, esse cara, que sempre foi um baita safado e pegador, já está namorando há mais de dois anos um rapaz super gente fina. Mais, está bem quietinho e os dois foram morar juntos há poucos meses. Adoro esse casal!

O Ex4, que também encontrei por acaso, é um cara com quem tive um relacionamento de uns dois meses há bastante tempo. Eu estava no início da minha vivência gay e sei que ele depositava muito fé na nossa história, ficando muito abalado com o término. É um cara de quem gosto muito, mas com quem tenho quase nenhum contato. No início, por afastamento voluntário (dele) que necessitava de distância para se recompor. Depois, por imposição no atual namorado (estão juntos há quatro anos) que, pelo que sei, morre de ciúmes de mim. Pois eu fiz questão de ir cumprimentar os dois, de reclamar do Ex4 (na frente do cara) sobre o sumiço dele e (só de sacanagem) pedi em alto e bom som o número de seu telefone, que eu não tinha mais. Só que ele, por medo do namorado, disse que me passaria depois, por email, ao invés de me falar lá no local. No dia seguinte, me escreveu pedindo desculpas por não ter conversado comigo direito, mas era porque o sujeitinho lá tem especial ciúme de mim (“ele não é assim com todo mundo, mas com você é diferente”). Foda é que o viado não tem coragem de conversar comigo na frente do namorado pra não aumentar o beicinho dele, mas não tem vergonha em beliscar a minha bunda no meio do bar quando o outro olha para outro lado.

É cada uma que me acontece...

terça-feira, abril 29, 2008

Créu Tube

Pra mudar o clima deste blog, um post bem pra cima.

Musicalmente, o CRÉU é um desastre. Mas, cá entre nós, essa musiquinha tem rendido uns vídeos ÓTIMOS no youtube. São esses vídeos de héteros (ou nem tão heteros assim.... Hehehehe!) que ficam exibindo os seus corpões na internet em coreografias pra lá de insinuantes.

E pra quem não conhece as versões mais "elaboradas" da música, eu coloco abaixo um védeo com uma compilação de três variações de CRÉU.



É isso aí, moçada. a gente tem que saber aproveitar o lado bom de tudo nessa vida.

segunda-feira, abril 28, 2008

Agradecimento

Graças a Deus, a cirurgia foi um sucesso e minha mãe está se recuperando bem. Vai ficar um ou dois dias no CTI, em observação, para então ser transferida para o quarto.

Agradeço aqui a todos que se importaram com a notícia e mandaram boas vibrações.

quinta-feira, abril 24, 2008

Pedido

Sabe aquelas pessoas que somem durante um tempão e quando aparecem é pra pedir favor? Pois é! É assim que eu me sinto nesse momento. Como um sujeito que reaparece depois de muito tempo, de forma nada desinteressada.

Mas, calma. O que eu peço é pouco. O negócio é o seguinte: minha mãe vai ser operada na próxima segunda-feira, pela manhã, para desobstrução da carótida, uma artéria importante no pescoço. que leva sangue para irrigação do cérebro.

Ela vai precisar de dez doadores de sangue. Como fica difícil pedir essa ajuda por aqui (até porque a maioria dos leitores desse blog estão longe de BH) deixo apenas a sugestão para que façam isso no local em que residem, ajudando a salvar a vida de quem precise.

Para minha mãe, peço apenas orações e boas vibrações para a cirurgia que, apesar de bem monitorada, envolve sim algum risco. Prometo dar notícias aqui.

Muito obrigado.

segunda-feira, março 17, 2008

Sobre preconceitos e intolerâncias

A garota da foto ao lado é Liad Kantorowicz. Ela é uma israelense de 30 anos que se propôs uma experiência inusitada: vestir-se como palestina durante um mês e tentar levar uma "vida normal" na cidade de Tel Aviv, em Israel.

Hoje li no portal de notícias G1 um relato sobre sua experiência. O texto conta que, apesar de já esperar reações de racismo, Liad ficou chocada com a intensidade delas, narrando alguns desses episódios. (Vale a pena ler a reportagem completa. Para isso, clique aqui.)

Trancrevo abaixo apenas o trecho que, por motivos óbvios, chamou mais a minha atenção

De acordo com Liad, o momento mais doloroso da experiência ocorreu em uma boite gay.

"Dava para cortar o ar de tanta tensão, todos os olhares se voltaram para mim quando entrei na boite, que supostamente deve ser um lugar de tolerância".

Liad diz ter sentido olhares hostis, que claramente diziam que ela não era bem-vinda e dois homens jovens chegaram a agredí-la verbalmente, gritando: "como você ousa usar o símbolo do Islã neste lugar impuro?".

Segundo ela, eram dois gays palestinos, que se faziam passar por israelenses, que quase a agrediram fisicamente.

"Eu os levei para fora (da boite) e expliquei o objetivo da minha experiência. Um deles começou a chorar, acho que o fiz perceber a contradição em que vivia".


É de fazer refletir bastante sobre as contradições e ambigüidades em que grande parte dos "colegas" vivem atualmente. Mas, principalmente, vale para mostrar o quão hipócrita é cobrar dos outros aceitação e tolerância quando boa parte da "classe" se corrói entre intrigas e discriminação contra seus "iguais".

A Liad, meus parabéns!

segunda-feira, março 10, 2008

Algumas formas de violência - post compilado

Inicialmente quero explicar porque o post abaixo desapareceu. Minha intenção era relatar um acontecimento ocorrido há alguns dias com um grande amigo, destacando que apesar do tom ficcional da narrativa, tratava-se de fato real. Entretanto, em respeito a este mesmo amigo (um dos poucos amigos da cidade que têm acesso a este blog) achei melhor alterar meus planos e trazer ao blog a mesma história, agora sem alguns detalhes, mas ainda mantendo o foco no ponto que pretenderia destacar ao final. (O post só não foi completamente apagado também em respeito aos leitores que já haviam comentado.)

Recapitulando, para os que não haviam lido o início da história: recentemente fui acordado no meio da madrugada pelo telefonema de um amigo, dizendo que tinha sido assaltado e que precisava de socorro. Ele tinha acabado de sair de uma “pequena festinha” e, ao caminhar para seu ponto de ônibus, foi abordado por um bandido que lhe assaltou.

A primeira violência que ele sofreu foi exatamente esta: o assalto. Imagino sua sensação de impotência ao ser ameaçado por uma arma, ser levado a um local ermo e ser machucado em troca do celular e da pouca grana que tinha no bolso. Enquanto me contava o acontecido, deu pra perceber nos seus olhos o medo da morte, um risco grande, por tão pouco. Entretanto, quando se pensa em um assalto, este tipo de sensações é algo de se esperar.

Já a segunda violência, esta sim foi inesperada e especialmente frustrante. Ao pedir socorro policial, ele ficou impressionado com o tratamento humilhante que lhe foi dispensado. Uma série de piadinhas, desrespeitos e tentativas de abusos. Imaginem que, dentre outros absurdos, ainda queriam obrigá-lo até a limpar o chão da delegacia enquanto esperava o registro da ocorrência!

Curioso é que as coisas mudaram completamente de figura quando ele mencionou sua formação profissional e questionou aos brutamontes se teria o mesmo tratamento, no dia seguinte, quando procurasse determinadas pessoas num determinado setor da corporação. Ao perceberem que lidavam com um sujeito que já passou uns bons anos no banco de uma faculdade e que tinha os contatos corretos, o tratamento foi outro. Acabaram as piadinhas e as humilhações. Em pouco tempo, meu amigo estava liberado.

De todo o acontecido, me chamou atenção o fato de que, para este meu amigo, mais revoltante que o a violência do assalto foram as humilhações sofridas nas mãos dos policiais e o fato de o tratamento dispensado variar brutalmente por conta da condição que você apresenta. É a constatação prática de que no Brasil há cidadãos de várias categorias, especialmente quando as pessoas se encontram em situação de necessidade extrema.

Enfim, de todo acontecido, restou uma lição, que quero compartilhar com minha meia dúzia de leitores. Numa situação semelhante, à frente de policiais tão despreparados (e até como forma de autodefesa), aqueles que puderem não deverão se intimidar em fazer uso do famigerado “você sabe com quem está falando?” (não necessariamente com estas mesmas palavras).

De fato, esta é uma conclusão triste e desanimadora. Não acho que esse tipo de postura seja legal ou ético. Contudo, se esta for a única maneira de garantir um tratamento digno, não hesitarei em usar este tipo de argumento. Intimamente, posso achar esta uma postura arrogante e prepotente, mas é melhor que agüentar humilhação das pessoas que deveriam de abrigar e defender.

quarta-feira, março 05, 2008

Post apagado

Por motivo de força maior, o texto deste post foi removido. Por favor, leia o post acima para os devidos esclarecimentos.
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