Analitics

domingo, abril 08, 2007

Saudades da Irmã Má?

Hoje é Domingo de Páscoa, e eu venho aqui postar um vídeo de uma freira nada santa... Esta é Irmã Selma, do espetáculo Terça Insana.
Que pecado!!!



Agora, sem brincadeira: desejo uma Boa Páscoa, com muita paz no coração de todos!

sexta-feira, março 30, 2007

Check-up

Eu já escrevi no meu blog antigo sobre o Projeto Horizonte, aqui de Belo Horizonte. Trata-se se uma iniciativa da Faculdade de Medicina da UFMG, que atende, na definição deles, "homens que mantém relações sexuais com outros homens", com realização de consultas médicas e exames de sangue semestrais. O objetivo é pesquisar a respeito de práticas sexuais desses indivíduos, relacionando com a incidência de doenças sexualmente transmissíveis, especialmente a AIDS.

Quarta-feira passada fui lá, pegar o resultado dos meus últimos exames. Tinha colhido sangue uns dez dias antes, mas nem tava me importando muito com isso. Só que a caminho do local, por mais que seguro que a gente seja, num dá pra não cultivar umas minhoquinhas na cabeça. "Afinal, e se o resultado do exame deu positivo???????"

Nessas horas você começa a se lembrar do dia que bebeu um pouco a mais e acabou na casa de um sujeito que conheceu na mesma noite. Ou da vez que entrou naquele lugar que você tem vergonha de comentar até com seu melhor amigo gay. E até di dia que a camisinha que usava tinha estourado, mas você só percebeu tempos depois de que o ato sexual ficou, de repente, "bão dimais da conta".


Sem contar que o HIV pode ser transmitido não apenas no ato sexual em si, mas também através de algumas preliminares que a gente nunca pratica "protegido".

Mesmo quando estava casado (e muito santinho) coisas parecidas passavam pela minha cabeça a caminho do resultado. Agora, depois de um bom tempo solteiro (e nada santinho) imagina como é!

Graças a Deus, deu tudo certo – ou seja, deu tudo negativo. Pela enésima vez peguei o meu pedido de vacina contra hepatite, que é aplicada "de gratis" para os participantes do Projeto, mas que por pura preguiça ainda não fui tomar.

Só pra registrar, meu novo namorado (é, a palavra é essa mesmo: namorado!!!) também faz parte do Projeto Horizonte, há bem mais tempo que eu. Penso que participar desse Projeto acaba sendo uma espécie de "garantia de qualidade", principalmente num meio cheio de tanta promiscuidade.

quinta-feira, março 22, 2007

Curtas II


Cinco posts que que planejei escrever, mas não escrevi:

Sobre como contei de mim para meu melhor amigo dos tempos de colégio: foi minha quarta “revelação” e, como nas outras, não me arrependi. Tivemos uma conversa muito boa, que só reforçou nossa amizade.

Sobre meu computador que voltou do conserto: depois de uns três meses com o técnico (na verdade, com um amigo de um amigo). Neste período, estava com um outro computdor emprestado, lá do escritório. Assim, nem fiquei cobrando a devolução (e por também que demorou tanto). Graças a Deus, meus arquivos antigos (inclusive os mais picantes) estão todos no lugar!

Sobre os lugares de onde visitam o meu blog: pois o contador de visitas tem um tópico que mostra, num mapa mundi, a origem das últimas visitas. Além de vários estados no Brasil, há registro de visitas vindas (que eu me lembre agora) de EUA (do Alasca, inclusive), Canadá, Argentina, México, Itália, França, Portugal, Alemanha, Holanda, Finlândia, Leste Europeu (seria algum garoto da Bel Ami??), China, Japão, Iraque, Emirados Árabes... Cada lugar!!! Só não me perguntem como esses indivíduos caíram aqui.

Sobre um relacionamento que se inicia: começou há quase um mês. Temos uma ótima sintonia e as coisas estão fluindo muito bem!

Sobre falta de tempo: que me impede de atualizar mais vezes, pois já escrevi muito sobre isso, e não quero ficar repetitivo.

E um post que eu planejei escrever, e QUASE não escrevi:

Sobre os posts que queria escrever e não escrevi: na verdade, este mesmo, que quase não vingou por conta do quinto post que eu mencionei aí em cima.

sexta-feira, março 16, 2007

Vivendo intensamente

Mudando os canais da TV, eis que me deparo com “O Segredo de Brokeback Mountain” passando no Telecine. Eu que queria dormir cedo acabei não resistindo parei pra ver – apesar de já ter passado mais da metade.

Mesmo já conhecendo a história, ainda assim, chorei no final mais uma vez. E, também novamente, fiquei com a certeza de que não posso jamais me permitir viver uma vida medíocre por puro medo.

Desde a primeira vez que assisti ao filme até esta data, percebo que a cada dia esta certeza só aumenta, na teoria e na prática. Sei que ainda não consigo viver plenamente tudo o que gostaria. Mas caminho a passos firmes, mesmo que às vezes tímidos, nesta direção.

Graças a Deus.


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Sobre o post do carnaval, um pequeno esclarecimento. Quando escrevi sobre qualidade e quantidade dos homens beijados, fiz esta ressalva porque normalmente associa-se alta quantidade com baixa qualidade, o que não foi o caso. Nem passou pela minha cabeça fazer uma comparação entre as bocas do carnaval e os namorados que tive. Sou um cara seletivo! Escrevo isso pra evitar parecer que estou cuspindo nos pratos que comi. Quem me conhece sabe que não sou disso. Até porque, afinal, sempre fui muito bem servido. Foi mal, galera, mas este recadinho tem destinatários bem definidos mesmo!

segunda-feira, março 12, 2007

Curtas I

Quanto mais o tempo passa, mais coisas acontecem pra tomar o nosso tempo. E quanto mais coisas tenho pra contar, menos tempo tenho pra postar também. Então vou aderir à onda dos curtas, ou "drops", e não deixar minha meia dúzia de leitores tão abandonada.



Sobre o carnaval:
- Fui ao Rio de Janeiro e fiquei num apartamento em Ipanema. O sol, que não tinha dado as caras na virada do ano, garantiu o cenário de novela das oito que eu não consegui ver ver no reveillon.

- Depois de três carnavais namorando, este foi o meu primeiro carnaval solteiro. Mas acho que, em termos de curtição (leia-se quantidade e qualidade de homens beijados) consegui este ano compensar todos os outros. Hehehe!

- A viagem teve de tudo um pouco: zoação, bebedeira, contemplação, galinhagem, romance, chuveiro queimado, banheiro "interditado", beijo escondido, beijo na rua, beijo na praia, rave, dormir apertado, dormir de conchinha, camarão, Skol, Guaraviton, Ipamena, Copacabana, Arpoador, Leblon, marchinha, samba enredo, apuração ("Beija-flor de Nilópolis... nota... DÉÉISCHXSSS..."), macarrão com sardinha, jantar no Spoletto, fotos que servem de paisagem e fotos que não deve cair em mão erradas.

- Sobre o aproveitamento no local, merecem menção, pela origem, um a americano, um canadense e um sul-africano, além das dezenas de brasileiros, locais e turistas. Menção especial a um catarinense, radicado no Rio há três anos, com quem vivi momentos muito bacanas no dia resolvi dar uma pausa na bagunça e aproveitar mais a cidade.

- Ainda sobre homens que fiquei, quero registrar: um personal trainner, que é o sujeito com o corpo mais perfeito que beijei na vida, um nativo "curioso" muito gatinho que estava na rave à noite em Ipanema morrendo de vontade de "se jogar", mas todo travado, além de outras pessoas bacanas (algumas já devidamemnte adicionadas no meu Orkut).

- Agora sobre homens que eu não fiquei, dentre os diversos deuses gregos da cidade, estão dois vendedores de sunga e dois MA-RA-VI-LHO-SOS vendedores de açaí da Praia de Ipanema (que tinham o slogan sugestivo de "delícia, delícia, delíciaaaaaa..."). Quando fiquei sabendo que estes dois últimos, além de lindos, bronzeados e sarados eram namorados... Fiquei só imaginando os dois juntos em casa... Seria mais excitante que qualquer filminho que eu já baixei na internet!!!

- Ao contrário do que pensava, o Rio de Janeiro não é uma cidade "gay friendly" (ou seja, que a comunidade hétero recebe e aceita bem os gays). Na verdade, ela é uma cidade "straight friendly" (ou seja, que a comunidade gay recebe e aceita bem os héteros)!!!

- Enfim, "o Rio de Janeiro continua lindo..." Sei que andei apenas por áreas "nobres" da cidade, não vi ônibus queimado, arrastão nas ruas, nem outras atrocidades de que se tem notícia. Vivi apenas o Rio de turista, com todas as qualidades clichês, mas não menis verdadeiras a Cidade Maravilhosa. Como não podia deixar de ser, saí de lá ainda mais encantado que quando cheguei.

Bem, o que era para ser apensas uma série de "drops" sobre vários assuntos acabou sendo quase uma caixa de Hall's de um tema só. Então fica apromessa de não demorar muito e contar as novidades.

domingo, fevereiro 25, 2007

Dois pais

Vi este vídeo inicialmente no orkut do Daniel Moraes, e depois no blog do Allex. Foi mal, mas achei tão bacana que não terei vergonha em "copiar". Sem palavras para descrever...



Por essas e outras ainda não desisti de ser pai um dia.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Despedida


"Tão perto...
Tão longe...
Assim é a linha do horizonte.
Por mais que a gente corra na sua direção, nunca consegue alcançar.
Mas mesmo assim ela nunca sai de nosso campo de visão."


Mais um post rápido, ainda do Rio de Janeiro. Em poucos minutos parto desta cidade e ainda hoje estarei de volta a Belo Horizonte. Depois escreverei um posto sobre o carnaval,a viagem, etc. Neste momento, mais uma vez, quero apenas registrar alguns pensamentos que tive.

Despedi-me da Cidade Maravilhosa contemplando o mar na Pedra do Arpoador. A força das águas batendo nas pedras, o barulho das ondas, o reflexo do sol nas águas... Após quase um dia inteiro contemplativo, aquela paisagem me fez viajar longe.

Continuo sendo um sujeito de puro sentimento. E constatei que até um arroubo de melancolia é capaz de me fazer feliz. Feliz porque me lembra que ainda sou capaz de me emocionar profundamente. E se isso é verdade, tenho certeza que, de alguma forma, em algum lugar no tempo e no espaço ainda poderei gozar novamente de uma sensação de completude que por um tempo já inundou o meu ser.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Flash post


Passagem rápida em uma lan house só para informarmeu destino no carnaval: Rio de Janeiro!!!!!!
Estou na cidade há cerca de 12 horas, mas já encontrei aqui aquele mesmo Rio que é cenário de novela das oito, e não aquela cidade linda, mas cinza e nublada, do Rèveillon.
AMO MUITO ESTE LUGAR!!!!!!!!!!!!

domingo, fevereiro 11, 2007

Villa Paraty


Esse post interessa basicamente aos leitores de Belo Horizonte, em especial àqueles que ficaram curiosos a respeito da “casinha colorida” do post anterior.

O local se chama Villa Paraty, fica na Rua Rio de Janeiro , nº 1309, não muito longe da Eros (vulgo “Piscinão de Ramos”). Aliás, apesar da proximidade física, ambos os locais podem ser considerados beeeem diferentes.

O próprio apelido (Piscinão) já dá bem a idéia do estilo do local: fechado, escuro, pesado, cheio de gente esquisita e feia... Ainda assim, por mais que eu guarde uma imagem meio podre de lá, não dá pra negar que é um lugar, no mínimo divertido, se você consegue se abstrair do ambiente muito dark. Sim, sim, sim, eu já fui lá algumas vezes (tem história que até rende post). Afinal, quem é que nunca passou por uma fase podrera? Mas não é sobre lá que quero falar, pelo menos hoje.

Já o Villa Paraty é um local bem colorido, com um clima ameno e acolhedor. Tem uma parte interna muito bonitinha e, uma área externa no fundo muuuuuuito aconchegante. Lembra bastante o clima do antigo Mineiro Bill, com direito a pés de jabuticaba e tudo mais.

Fui pra lá com um amigo na última sexta feira, apenas para um happy hour. Chegamos às 19:00 e saímos às 22:00. A parte externa já estava com suas mesas quase todas lotadas. A cerveja estava gelada, o tira-gosto apetitoso e, principalmente, o atendimento foi excelente.

Ao sair, fizemos questão de cumprimentar a garçonete e a dona do bar, cujo nome eu não me lembro agora, mas é famosa por ser ex-namorada da Gisele Andrade (dona do Gis e cantora com status de mega-estrela da comunidade homossexual local).

Meu palpite é que o lugar vai dar certo. Torço apenas para não fazer tanto sucesso, a ponto de se tornar um lugar insuportável de se freqüentar. Se bem que, com esta publicidade (grátis, diga-se de passagem) a tendência é que lá comece a lotar rapidamente.



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UPDATE às 23:00

Postei no final da tarde e acabei passando no local no início da noite. Música ao vivo com a Gisele, bastante gente lá dentro, pessoas bonitas, nada muito lotado, etc. Mas me sinto na obrigação de dar um, digamos, “alerta” aos leitores.

Sempre achei muito imprópria a expressão “bar de sapa” (ou “bar de sapatão”) que é como muitos estabelecimentos são conhecidos, pelo menos aqui em BH. Isto porque a maioria desses lugares tem ampla predominância de gays masculinos. Via de regra, no mínimo 70% dos freqüentadores são rapazes.

Já a Villa Paraty mudou esse quadro. Praticamente 80% dos freqüentadores eram mulheres. Poucas “caminhoneiras”. Muitas meninas lindas, femininas, cheias de graça... para as outras meninas.

Então, vale a ressalva: todos os elogios ao bar continuam mantidos. Só que não se esqueçam de uma coisa: lá é um lugar fantástico pra quem gosta de bebida, de musica, de ambiente bacana e, principalmente... de mulheres!

É isso!

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Pocket crisis



Nos últimos dias passei mais uma das minhas crises existenciais instantâneas. Desta vez ela veio ainda mais aguda, tanto em termos de intensidade quanto em rapidez.

Só pra explicar: trabalho em dois lugares, sendo que um deles é um negócio próprio e o outro um serviço público. Há cerca de dois anos, o Poderoso Chefão da instituição pública estabeleceu uma norma que, na teoria, estabeleceria uma incompatibilidade entre minha função pública e minha atividade privada. Diga-se de passagem, uma norma que ele NÃO tem autoridade para estabelecer!

Obviamente não concordei com essa história e, mesclando boas doses de coragem, teimosia e cara-de-pau, sustentei ambas as atividades, sem esconder isso de ninguém. Cedo ou tarde, chegaria uma hora que esta situação poderia não se sustentar. Agora, depois de dois anos, “a hora” resolveu mostrar-se iminente.

Um ofício recebido na última sexta-feira me fez encarar um dilema que eu insistia em postergar: e se eu simplesmente me vir obrigado a optar entre uma ou outra das minhas atividades? Esse dilema não tem a ver apenas com a opção entre uma de duas fontes de renda (que, juntas, sustentam meu atual padrão de vida, que inclui o “luxo” de morar sozinho e pagar as próprias contas sem pedir nada a ninguém). Tem a ver com opções de vida, com projetos, com realização pessoal, com senso de liberdade, e com uma série de outras questões que emergem do tornado emocional.

Depois de muito tempo, senti MEDO. Estava inseguro. Impotente. A situação se mostrava fora de meu controle. Mas uma vez, quase entrei em pane.

No final de semana decidi não encarar o problema e, de quebra, meti o pé na jaca! Segunda-feira, a sensação de insegurança encontrou terreno fértil nas ressacas alcoólica e moral para se disseminar. Ô dia essa segunda... ô noite até terça...

Mas como minhas crises não têm prazo de validade muito longo, nesta terça-feira já começo a ver que o bicho não é tããããão feio assim. Claro, ainda não há nada resolvido, mas já segurei as pontas e não vou me desesperar. Vamos ver no que vai dar.

Agora, só pra descontrair, registro o seguinte diálogo:

Segunda-feira (da crise), estou bem voltando do(s) trabalho(s) para casa, chateado pra caramba, quando percebo no meio do caminho um lugar novo. Uma casinha colorida, com uma placa anunciando um novo barzinho. O local te um aspecto bacana, acolhedor, mas não dava pra ver muita coisa do lado de fora. Algo muito peculiar me fez cruzar a rua e ir conversar como segurança na porta, mas ainda não sabia o que era.

- Oi, esse lugar é novo?
- Sim. Abriu na sexta-feira.
- Ah, e como funciona?
- Olha, vai funcionar todos os dias, abrindo às 18 horas. Ambiente bacana. De sexta a domingo tem música ao vivo, etc.
- Poxa, bacana!
- Só que tem uma dificuldade...
- E qual a “dificuldade” (perguntei, já imaginando a resposta).
- É que aqui é uma casa GLS...

Bingo! Não foi à toa que senti algo quase “me chamando” para aquele lugar. Mas, porra! “Tem uma dificuldade??” Tá certo que o cara tem que avisar aos incautos, mas parece que o rapaz não está ainda muito habituado a lidar com a situação. Pensei na hora que se eu fosse dono do local e ouvisse isso, acho que ele não precisaria voltar no dia seguinte. Como não sou dono de buteco nenhum, tratei apenas de desanuviar a saia justa que o segurança nem sabia que tinha provocado:

- Pois é, dificuldade pra uns, facilidade pra outros...
- É verdade! (Ele respondeu sorrindo).

Menos mal, então. Quem sabe o moço não pescou a mensagem e se tocou? No meio da crise, este diálogo me fez seguir em frente sorrindo por uns quatro quarteirões.
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