




Ora sala de visitas, ora confessionário, ora abrigo. Sempre meu pequeno espaço virtual! Registro de fatos, pensamentos, sentimentos de um cara com uma história meio diferente do padrão comum. Aquele padrão que ninguém consegue seguir à risca e sempre infringe de alguma forma, às vezes explícita, às vezes velada. Até porque, de perto ninguém é normal.






Ai, eu e minha boca grande… Ou melhor, eu e meus dedos grandes sobre este teclado! Quem mandou prometer post? Agora güenta e escreve, né?
Quem já acompanha este blog há mais tempo sabe que trabalho em dois locais: num serviço público e num negócio próprio. Pois há uns 15 dias resolvi tirar quatro semanas de férias prêmio no serviço público. O objetivo: poder dedicar-me em tempo integral para o negócio próprio, inclusive colocando algumas pendências em dia.
Acontece que, ao contrário do esperado, não está “sobrando” tanto tempo quanto eu imaginava. Ou melhor, tempo até existe, mas a produtividade não permaneceu a mesma. Ou seja, estou gastando mais tempo pra fazer só um pouco mais do que fazia antes. Claro, com mais calma, sem tanto estresse, dormindo até um pouco mais tarde, etc. Só que já percebi que, no final das contas, vou acabar não fazendo metade de tudo que havia planejado.
Confesso que meu maior dilema profissional no momento é decidir quando vou (ou simplesmente tomar coragem para) deixar este serviço público para me dedicar exclusivamente ao negócio próprio. Estes dias têm de servido de experiência sobre como seria uma nova rotina, menos corrida, e admito estar gostando bem mais da vida assim. Por outro lado, abrir mão de um bom salário garantido todo início de mês também não é fácil, especialmente pra um cara que mora sozinho e tem que arcar com todas as contas, inclusive com o financiamento do próprio apê.
Mas graças a Deus nem tudo é trabalho, e no final de semana passado fui a São Paulo ver o GP Brasil de Fórmula 1. Já virou tradição, todo ano vou. É um pequeno luxo que me permito todos os anos e do qual nunca me arrependi. A corrida foi extremamente emocionante, especialmente no seu final. Pena que o título do Massa escapou por pouco, MUITO POUCO!
Viajei com dois amigos heteros, o que impediu, por exemplo, que eu fosse conhecer a The Week no sábado. Mesmo assim, ainda pude sair, beber e me divertir na noite paulistana. Quem eu queria que estivesse ao meu lado infelizmente não pôde comparecer. De qualquer maneira, fui presenteado com um telefonema às três e meia da manhã de domingo, de um garoto de ouro dizendo estar pensando em mim naquele momento. Foi o suficiente pra eu agradecer a Deus por estar tranqüilo numa boate HT naquela hora, e não “me jogando” feito louco pela paulicéia desvairada.
Por falar em planos, tinha imaginado tirar a última semana dessas minhas “férias” para mim mesmo, deixando o escritório de lado neste período. Mas como deixei as coisas passarem e muito do que havia imaginado não se concretizou por si só, devo acabar ficando por BH o tempo todo. O que não vai ser uma alternativa muito ruim, pois acabei gastando horrores na viagem a São Paulo e preciso dar uma maneirada na grana.
Afinal, mês que vem vou ao Rio ver o show da Madonna, então já é mais uma viagem pra consumir uns bons trocados, mas também pra render boas lembranças, espero eu. Até lá, logo volto pra minha antiga rotina, na qual entre “time goes by so slowly” e “we only got 4 minutes to save the world”, estou mais pra segunda situação.
Prometo evitar ao máximo falar de "vida corrida" aqui neste blog, tanto pra não me tornar repetitivo, quanto pra fugir de assuntos chatos, evitando qualquer resquício de autopiedade. Mas hoje (pra variar) estava eu mega atrasado entre meus dois trabalhos quando, pra ganhar alguns minutos, resolvi fazer algo que tenho evitado já há alguns anos: comer sanduíche do McDonald's.Daí que lá vou eu comprar uma promoção de um sanduíche daqueles novos de frango (menos calórico?) com suco de uva (mais saudável??) e fritas (precisa comentar???). Faço o meu pedido pra viagem e me dirijo ao prédio do meu trabalho, onde iria degustar meu almoço fast food.
Eis que ao entrar no elevador, vejo um grupo de uma cinco carinhas, todos gatinhos, de roupa social, que trabalham em outro andar, e aparentemente voltavam do almoço juntos. Lá estava eu, com minha pasta numa mão, a sacola da Mc na outra, e ainda equilibrando o copo do suco, quando, num gesto de pura gentileza urbana desinteressada, segurei o elevador para que as beldades subissem comigo. (Aos céus? Não, dava. Mas pelo menos até meu andar já tava valendo...)
Foi quando se iniciou uma conversa entre eles, mais ou menos assim:
- Cara, outro dia vi aquele documentário daquele americano que ficou um mês só comento Mc Donald's.
- Nó, que doidera, né?
- O cara ficou malzaço!
- Fudeu o organismo dele todo!!!
- Muito doido...
- Fez um monte de exames. Detonou tudo lá dentro.
- A namorada do cara ficou reclamando direto dele.
- Quase que não agüentou.
- Diz que agora ele vai fazer um outro, só fumando um mês inteiro.
- Esse cara é louco.
- Muito louco...
Isso tudo comigo lá do lado, com meu Chicken Club Bacon Crispy assassino, minhas fritas cancerígenas e meu suco envenenado nas mãos, tudo embrulhado numa sacolinha de papel ecologicamente correta, ornada com símbolos das Olimpíadas de Pequim.
Será que esses fedaputas (que eu não conheço!!!) são apenas um bando de "sem noção", ou eles tavam realmente de sacanagem com minha cara? Ou será que foi um sinal dos céus, que me enviaram meia dúzia de anjos gatinhos, zelosos com munha saúde e boa forma, querendo me lembrar pra nunca mais comer besteira no lugar do almoço?
