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quarta-feira, janeiro 18, 2012

Atingindo o furo de trás


Existem pequenas conquistas que são capazes de nos das grandes alegrias, como o fato que ocorreu ontem comigo. Passei a usar meu cinto um furo mais apertado que o habitual. Sinal de que o novo planejamento alimentar, inciado este ano, já está dando resultados. Amanhã a minha nutricionista passa de manhã em casa para algumas medidas. Não confio muito em imagem, e pra mim, o que vale é o percentual de gordura ali, bem na ponta do adipômetro. Quero números! ;-)


Minha nutricionista, aliás, é uma figura! Prometi a ela que a levaria a uma boate gay, e ela logo se animou em ver os gogos dançando seminus, e fazendo strip total no fim da noite. Gostaria de levá-la o quanto antes. Pena que não dar pra levar Luiza, que está no Canadá...

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Ajuda às vítimas da chuva em Minas Gerais


Certamente os visitantes do blog já devem ter visto diversas matérias sobre os estragos causados pela chuva no sudeste do país, especialmente em Minas Gerais. Várias pessoas se mobilizaram para mandar ajuda aos desabrigados e desalojados. (Juro que eu sabia a diferença entre um e outro, mas não lembro mais. Importante é que, essencialmente, ambos estão na pior).

Admiro muito quem se dispõe a ajudar de forma mais efetiva, levando alimentos, fazendo coleta, separação, distribuição, etc. Eu bem queria ter tempo e disposição de participar desa forma, mas confesso que não tenho. Agora, quem quer ajudar aqueles que ajudam diretamente tem muitas maneiras de colaborar sem tirar a bunda da cadeira.

O Banco do Brasil, por exemplo, criou uma conta para ajudar os necessitados. É uma parceria com o Servas e a Defesa Civil Como tenho conta no banco, fiz uma transferência para ela. Se você está ma mesma situação que eu, vai meu apelo. Vamos ajudar quem precisa, pessoal. É fácil, prático, e você pode fazer na medida exata da sua vontade e disponibilidade.

Fica a conta: Banco do Brasil - Agência 1229-7 - Conta 64529-X
E fica a dica!

domingo, janeiro 01, 2012

Atendimento


Já era uma tradição: toda viagem ao Rio significava a compra de uma sunga nova na praia de Ipanema. Ali mesmo, na areia, ficada uma porção de areia um pouco elevada, onde as centenas de sungas eram expostas. Coloridas. Provocantes. Para todos os gostos. O cara que assinava as sungas estava sempre por lá. E sempre mais um ou dois caras, sempre sarados, vestindo alguma das peças. Batata! Você vê um sujeito gostosão com a sunga e se imagina do mesmo jeito com ela. Hahaha! Quem na gosta de se enganar, né? Eu mesmo me enganei assim várias vezes.


O roteiro não variava muito. Achava uma sunga bonita. “Tem que ver como fica no corpo. Experimenta aí.” O bonitão vem com uma canga e te envolve para você fazer a troca, no meio da praia. Vira de um lado. “Olha só como ficou bacana…” Vira de outro. “Esse tecido assim valoriza o material.” Olho no olho. Sorrisão aberto. “E aí, gostou?” Quase sempre nem destrocava a peça. Chora um pouco o preço, pede desconto pra levar mais de uma, e a minha coleção de sungas “Ricardo Diniz” só aumentava.


Nunca levei um produto que não gostasse, mas reconheço que o atendimento fazia toda a diferença. Já na viagem de outubro passado o procurei, mas não o achei. Perguntei a uma pessoa de uma barraca que fica lá perto. “Olha, um menino que trabalhava com ele saiu. Ele parou de vir todo dia, aparece de vez em quando.” Desconfio que o tal menino era mais que mero funcionário, mas também namorado, marido, sei lá… No reveillon, procurei novamente, em vão. Pena!


Indicaram a mim um outro ponto lá perto onde também havia sungas a venda. Abaixo de um guarda-sol branco com estampas em verde. Algumas das sungas estavam penduradas no guarda-sol, e outras em uma enorme bolsa na areia. “Pode olhar os modelos aqui.” indica o vendedor, que atuava só, indicando que poderia espalhar as peças numa canga ao lado. Começo a olhar sem tirar as sungas de lá. Variedade bem menor. Beleza bem menor. O sujeito se põe na minha frente de forma abrupta, como se estivesse fazendo algo errado. “Não é assim. Deixa que eu mostro pra você, bebê.” e dispara a expor as sungas que eu já tinha visto (e detestado) na tal canga.


Já fiquei espantado. Que deselenagnte! Quem a maricona pensa que é? Afinal, que nasceu pra Bruxa do71 nunca chega a Teresa Cristina, pombas! Acho que a minha cara de espanto foi muita. “Você fala português?” me pergunta o exu, achando que sou gringo. Mal balbucio que entendo tudo que acontece.

Gosto de uma peça. Um modelo com estampa de fitas do Bonfim, em tons de cinza, interessante. Estava prestes a levar. “Tem que vestir pra ver como fica.” Eu não estava pensando em provar, mas aceitei. O vendedor vem com a canga e eu troco. Vestiu legal, até. Pergunto de não teria um modelo daqueles em cores, até como forma de sugestão de estampa. “Assim fica muito colorido. Coloca a bandeira do arco-íris de uma vez, então! Pois se fizer ma sunga assim só vou vender pra gay.” Eu dou uma olhada em volta e penso: como assim?! Onde o sujeito acha que está? Na porta do Maracanã?!?!?! Ele não reconhece o público dele ao redor?!?!?!


Nesse momento decido não levar nada. “Olha só esse tecido molinho, fixa bem no corpo. mostra mais, etc…”, ele insiste. “eu não gostei” respondi, seco, mostrando que era fim de papo. Foi então que aquele umbral ambulante fez a coisa mais grosseira possível: me estendeu a canga que usava de vestiário pra eu me trocar. “Você consegue sozinho.”

Quase não acreditei. Pedi ajuda ao Personal, que estava comigo, tirei a sunga e deixei cair no chão, pisando em cima. “Sunga na areia!”, diria Cleyciane. A cacura ficou puta da vida quando viu a peça dela à milanesa e começou a me praguejar. Viro as costas e deixo aquela mistura de Clodovil com Elza Soares resmungando sozinho.


Verdade seja dita, eu até tinha gostado da sunga, e o preço era bem menor do que eu costumava pagar com os outros vendedores. Mas detestei o atendimento recebido, e por isso não comprei. Quase disse isso na cara do sujeito, mas ainda bem que não o fiz. Ele não merece sequer esse toque. Mas aos amigos do blog, fica a dica. Atendimento é tudo!

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Post de fim de ano 2011


Tenho estado muito ausente do blog ultimamente - como aliás já aconteceu outras vezes. Aconteceu porque outras demandas da minha vida me tomaram o tempo e a atenção. Também porque, de forma consciente ou não, queria que meu retorno aqui se desse como uma espécie de "prêmio" por colocar em dia as coisas que estava deixando pra trás. Ainda não coloquei, mas já passou da hora de aparecer novamente.


Neste balanço de 2011 vejo que foi um ano de extremos, tanto nos pontos bons quanto nos ruins. Em todas as áreas. Trabalho. Namoro. Família. Amigos. Em cada uma dessas áreas, transitei entre o céu e o inferno. Viajei como nunca. Conheci gente. Vi e revi amigos. Apostei demais. Ganhei e perdi, muito. Tive vontade de voltar no tempo cinco minutos. Doei. Doí. Vivi e sobrevivi.


Já dizia o clássico clichê do Rei: "Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!"


E que venha o ano novo, com novos desafios e novas emoções!


Feliz 2012, pessoal!

P.S.: A quem interessar possa, aso fotos que ilustram o posto são do ator indiano John Abraham. ;-)

domingo, novembro 06, 2011

Papo de bêbados


- 20 com 20...
- Dá 30!
- Tem a taxa.
- Mas é ida e volta.
- Você num entendeu ainda não???
- KKKKKKKKKKKK




Há tempos não me divertia tanto!

sexta-feira, novembro 04, 2011

Fim de semana chegando...


Hoje o dia foi tenso!
Quero mais passar o fim de semana assim, relaxando e curtindo o marido.
Ia postar esta foto no outro blog, mas hoje deu vontade de colocar aqui mesmo.
Meu gatinho merece. :-)

quarta-feira, outubro 12, 2011

Mais imagens da parada LGBT do Rio

O Rio de Janeiro é mesmo um lugar especial. Cidade literalmente maravilhosa, que tem um astral único e que entra no clima dos eventos que nela acontecem. Dá pra perceber do povo nas ruas, no metrô, na praia, em todos os cantos.

Pudemos ver muitas figuras animadas colorindo a Parada.









E o mais bacana foi ver os moradores de Copacabana assistindo e participando das sacadas dos prédios, harmonia.




E daqui a pouco, no Só Pra Enfeitar, eu vou colocar fotos de gente bem interessante que vi por lá também.
;-)

segunda-feira, outubro 10, 2011

Algumas imagens da Parada LGBT do Rio

Há algumas semanas planejei uma viagem ao Rio, para visitar um casal de amigos. Há uma semana, descobrimos que rolaria a Parada Gay da cidade. Então, sem querer querendo, fomos eu e Personal para lá, e quero compartilhar algumas imagens de lá.

Hoje mostro alguns dos trios que circularam por lá.






 







domingo, agosto 21, 2011

Quando "ser gay" é realmente uma questão de opção


Um dos termos mais combatidos pela militância LGBT é o clássico "opção sexual".

"A pessoa já nasce gay, não escolhe ser gay. Não é um caso de 'opção'" Segundo essa lógica o mais correto é falar de "orientação sexual". Não sou daqueles que perdem os cabelos quando ouço ou leio alguém usar o termo "errado" mas comungo do mesmo pensamento. Quando acho adequado, modestamente, até me disponho a "corrigir" o interlocutor, até porque a maior parte das pessoas sequer tem noção da sutil diferença entre as palavras.

Entretanto, se se uma pessoa não pode escolher em qual sentido se dá a inclinação de seu desejo sexual (hetero, homo, bi, pan, etc.,), a maior parte das pessoas pode sim optar entre vivenciar este desejo ou reprimi-lo. Não é uma questão de se escolher gostar de pessoas do mesmo sexo, mas, partindo do pressuposto de que o desejo sexual é por uma pessoa do mesmo sexo, tem-se uma questão de escolher colocar em prática (de forma aberta ou oculta) este desejo.

Assim, posso dizer, com muita tranquilidade, que não tive escolha entre ser hetero ou homossexual. Isso foi algo nato, sobre o qual jamais teria condições de alterar se quisesse. Mas tenho clara noção de que, há alguns anos, optei por viver as experiências que meu corpo e mente demandavam. Mais ainda. há bem poucos anos fiz também a opção de vivenciar isto de forma cada vez menos clandestina para colegas, amigos e, principalmente, família.

Cada indivíduo tem um "tempo de maturação" na descoberta de sua sexualidade - em especial da homossexualidade. Meu caminho foi longo, às vezes tortuoso, mas contínuo. O tempo todo evitei o enfrentamento, o que me poupou de muito sofrimento, mas também me custou um tempo precioso que poderia desfrutar junto a pessoas queridas, sem medo.

Com a cabeça que tenho hoje, talvez não tivesse demorado tanto a me expor mais. Mesmo assim, não me arrependo das escolhas feitas. Sou hoje resultado delas e, modéstia à parte, acho que mandei bem. Espero poder contribuir para que cada vez mais pessoas se sintam à vontade para poderem optar por viverem suas vidas e desejos com liberdade.

E que ninguém tenha mais medo se optar por ser gay.
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