Analitics

terça-feira, abril 27, 2010

Alegrias pequeno-burguesas


Este fim de semana me senti igual aquelas donas de casa que terminam de pagar as 12 parcelas do Carnê do Baú e finalmente podem comprar um ferro de passar a vapor com cinco regulagens de temperatura, e finalmente aposentar o velho Black & Decker pesadão.

Bom, meu caso não é tão drástico, mas fiz algumas aquisições para o apartamento que me deixaram com sensação de classe média emergente. Primeiro foi a aquisição de uma máquina de lavar. Para um cara que mora sozinho e gastava os tubos com lavanderia, isso não é necessariamente um pequeno luxo, mas sim uma medida de economia doméstica de longo prazo.

Ainda assim, achei mega empolgante passar o fim de semana inteiro colocando roupas na máquina pra lavar. Tenho certeza que em um mês, o que hoje é "Oba, vou lavar um monte de roupas na máquina!" vai virar "Saco, tem um monte de roupa pra lavar na máquina...". Por isso mesmo fiz questão de aproveitar muito bem a fase boa da minha relação com o brinquedinho novo.

A segunda aquisição foi um pacote de HDTV da Net. O mundo realmente fica mais bonito em alta definição. E entre um ciclo e outro da nova máquina de lavar, vi uns documentários bacanas sobre predadores na selva africana, com hienas e leões mutilando o pescoço de pobres veadinhos, e sangue escorrendo por seus dentes, bem vermelho e brilhante. Quase dava pra sentir o cheiro...


Bom, pra brindar o final de domingo, uma sessão de X-Men Origins: Wolverine, em HD, claro. E ao ver a cena do Hugh Jackman saindo raivoso e peladão de uma banheira, com veias saltando pelos braços, só consegui pensar: "Isso sim que é alta definição!".


E assim, aos poucos, o apartamento novo vai ficando com menos cara se provisório, e com mais cara de um lar verdadeio.

quinta-feira, abril 15, 2010

Superação: Fernando Fernandes

Pra quem se emociona com a situação da personagem Luciana, de "Viver a Vida" (não é o meu caso, pois não tenho muito tempo e/ou saco pra essa novela, embora adore o trabalho da Alinne Moraes), vai um exemplo se superação de verdade, de um cara que esbanjava boa forma física e quase morreu num acidente de carro. É o modelo Fernando Fernades, ex-BBB 2 (aquele que quase saiu no tapa com a aloprada da Tina, e depois até posou nu no exterior).

Na verdade, parece que o acidente foi resultado da combinação "bebida + direção - cinto de segurança", e em nenhum momento fica claro se ele próprio foi o responsável pelo acidente que o vitimou. Nesse contexto, muita gente deve pensar que ele "colheu o que plantou". Eu não vou entrar nessa discussão, mas fica o registro (e o alerta).

O que me impressiona no caso dele é a "cabeça boa" de quem teria tudo para estar arrasado, mas ao contrário, demonstra muita força de vontade para se adaptar à nova situação e seguir em frente. O rapaz já me causou uma boa impressão num post do blog Assim Como Você, do jornalista Jairo Marques, que escreveu sobre uma matéria feita com Fernando para a Folha de S.Paulo (acesso do link para ssinantes da Folha e do UOL).

Ontem vi que o modelo, (que já foi capa da extinta revista gay Aimè) fez recentemente um ensaio para outra publicação destinada ao público GLS: a revista A Capa, que tem distribuição gratuita em vários pontos gays de São Paulo, Rio, BH, e outras cidades. (As fotos do ensaio que ilustram esse texto foram extraídas de um post no blog Telinha, do jornal Extra.) Dá pra ver que o cara conseguiu manter um corpão, pelo menos da cintura pra cima. Hoje em dia, ele se dedica ao esporte, e pretende disputar as Para-olimpíadas em Londres 2012.

Ao Fernando Fernandes, desejo muito sucesso e vitórias nesta nova fase de sua vida.

PS.: Pra quem quer ver as fotos dele peladão, basta clicar nesses links aqui e aqui, do blog Brazilian Genetic.

quarta-feira, abril 14, 2010

Porra, Maurício!


Nesse tempo que tenho escrito pouco no blog (e também comentado pouco noa blogs alheios), eu não deixei de visitar sites e blogs que acompanho há tempos. Também nesse período conheci outros, não apenas de temática gay, mas também de outros assuntos completamente alheios à questão da sexualidade.

Um desses novos sites que agora frequento diariamente é o Porra, Maurício! Esse site mostra alguns quadrinhos do Maurício de Souza que, isolados, revelam uma série de situações engraçadas e nada infantis dos seus personagens.

O detalhe é que cerca de 90% das postagens acabam mostram algumas "palas gays"da turma da Mônica, Cebolinha, Cascão, etc. Muitas vezes brincam com uma hipotética fama de pirocudo do Jeremias, ou com um comportamento "junkie" da Magali, sempre de larica e viajandona. No exemplo abaixo, o Chico bento solta a franga...


Os autores do blog fazem questão de dizer que são fãs do Maurício de Souza, e também o desenhista várias vezes faz menções elogiosas ao site em seu Twitter. E até pra comprovar que tudo não passa de uma grande brincadeira, o blog tem o seguinte subtítulo: "Fora do contexto, ninguém é normal.".

Vale a pena clicar.

terça-feira, abril 13, 2010

Provocações

Sócio (que sabe de mim) acaba de me ligar, pra tratar de assuntos de trabalho. Ao final, me fala que está a caminho de uma reunião com um possível cliente, num sofisticado café num bairro nobre de BH, e avisa.

- Essa é uma reunião que você jamais poderia fazer?
- Por quê? Quem é esse cara?
- É o ex da minha namorada. Ela diz que é o cara mais gato que ela já ficou na vida!
- Porra, e pra esse tipo de reunião você não me chama, né?!?!
- Caramba, o cara é HOMEM!
- Aham. E vocês vão fazer a reunião num café. Sei...

(Post rápido, pra tirar poeira do blog e ver se volto a aparecer por aqui com mais frequência).

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Carnaval 2010

Com um certo atraso, venho registrar que esse foi mais um ano de Carnaval no Rio de Janeiro. Viagem com Personal (o namorado, não o papel higiênico). E pra que acha que viajar no carnaval com namorado significa procurar motivo pra briga, eu respondo: só se a pessoa estiver a fim de arrumar confusão. Com a gente, foi só alegria!

Tudo teve que ser resolvido na última hora. Passagens? Só de ônibus, no sábado. Hospedagem? Todos os lugares lotados ou custavam os olhos da cara (alguns cobravam o do cu também). Então a saída com melhor custo-benefício foi a hospedagem no Hotel Fênix, um motel no centro, bem perto da Presidente Vargas, e bastante próximo da Sapucaí. Próximo do metrô (que agora vai até Ipanema), num quarto amplo, com ar, hidro e sauna, por R$ 160,00 a diária do casal.

Foram vários dias de sol, praia, cerveja, amigos para encontrar e gente bonita pra ser vista. Encontramos com meus queridos amigos Razi e Lê, cariocas da gema "exilados" em São Paulo. Encontramos parte da turminha GLS de BH fritando na praia ou se jogando na Farme. Encontramos um amigo que mora em Guapi, que tinha conseguido nos ver no fim de ano. Encontramos com o pessoal HT da minha turma de colégio, com quem passamos o Reveillon. No último dia (quinta-feira) ainda conheci um amigo de Personal que mora no Rio, para um city tour sob fina garoa. à noite, foi a vez de conhecer o Autor, do "Confissões a Esmo" (que nas primeiras vezes que li, achei que se chamava "Confissões Emo" huahuaauahha!).

Vimos muitos carros alegóricos perto do hotel, mas não entramos na Sapucaí. Passamos aperto no metrô e andamos horrores atrás de amigos e de blocos. Destaques pra Banda de Ipanema, Simpatia é Quase Amor, e Bloco Virtual, todos acompanhados de Ipanema, regados a latões de Antactica (patrocinadora oficial, vendida por todos os ambulantes), de Skol (que tomava o lugar da Antarctica sempre que achávamos) e até de Itaipada (só no dia que apareceram vendendo latinha por um real!!!!!). Rachamos de rir das fantasias, da irreverência, da falta de noção de algumas pessoas.

Legais os novos "banheiros holandeses" espalhados pelas ruas, que no mesmo espaço de um banheiro químico comum é capaz de abrigar quatro pessoas simultaneamente. Isso porque havia a orientação da polícia de prender quem fosse apanhado mijando na rua. Pra quem viajou a fim de pegação, ponto negativo. Mas acho que mesmo as bichas mais fervidas devem ter reparado que a grande redução do cheiro de urina nas ruas valeu (até porque, quem quisesse ver pinto, saberia muito bem onde achar fora das ruas). Nota 10 pra cidade nesse quesito!

E, como não poderia deixar de registrar, eita cidade cheia de homem gostoso! Tive a nítida impressão que tem algo no DNA carioca que os impede de ter barriga. Vários corpos se exibindo sob o sol, sendo que alguns obviamente estavam na pista pra negócio, e não pra diversão. No meu namoro, temos a liberdade de olhar e mostrar um para o outro as coisas belas que passavam na nossa frente. Afinal, seria muita hipocrisia um fingir pro outro que não reparou quando aquele grandalhão sarado, 1,95 m, sem camisa, fantasiado de Rambo passou na nossa frente.

Voltamos na sexta, pela manhã, aproveitando uma ótima tarifa da Webjet, que desta vez teve a dignidade de servir pelo menos uma goiabinha de lanche no voo. Ótimos dias, meio que "fora da realidade", necessários para descansar a cabeça e recarregar as baterias.

Feliz ano novo!

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

E a frase é... (6)

Madrugada de sábado pra domingo (07/02/2010), já com tequila, cerveja, whisky e energético na cabeça.

"A DJ tá indo embora!!!!!!!!!"

A série “E a frase é...” é uma coletânea de frases emblemáticas que, em algum momento, por algum motivo , dita por alguma pessoa, ganhou um significado único, normalmente engraçado (quando não hilariante). Só que fora do seu devido contexto, estas frases parecerão estranhas e sem sentido para a quase totalidade dos leitores. Esta série tem o objetivo de documentar estas frases para o Autor do blog e instigar a imaginação de seus leitores sobre quem/como/quando/onde foram ditas.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Alternative feeling

Clipe alternativo para a música "I Gotta Feeling", do Black Eyed Peas.


Simplesmente Fantástico!

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Conquistando a clientela

O Mercado Central é um conhecidíssimo ponto turístico de Belo Horizonte. A construção antiga tem centenas de barracas, com os mais diversos produtos. Frutas, legumes, especiarias, produtos naturais, ervas, artesanato, queijos, cachaças, animais vivos (!) e muito mais. Sem contar com o famoso corte de cabelo, que vem com um abacaxi de brinde.

Uma das maiores tradições do Mercado Central são seus bares, muitos deles colocados frente a frente em alguns de seus estreitos corredores. Na verdade, são pequenas vias de passagem entre os corredores maiores. (Fiquei um tempão aqui pensando em como melhor descrever a disposição dessas lojas sem apelar para conceitos geométricos chatos e desisti. Quer mais detalhes? Procura aqui.)

Nesses lugares, as pessoas se aglomeram pra beber cerveja (ideal pra quem gosta de "tomar em pé" - hehehe) e beliscar uns tira-gostos, como o também tradicional fígado com jiló acebolado.

Dada a acirrada concorrência, muitos dos atendentes de penduram nos balcões com garrafas de cerveja gelada nas mãos para atrair as pessoas que passam, como se estivessem "pescando" os clientes. Essa prática gera cenas inusitadas e engraçadas, que reforçam o caráter pitoresco e animado do lugar.

Poderia escrever aqui sobre como nos últimos anos muitos gays têm dado as caras por aqueles lados, senqie que já se pode identificar alguns pontos em que o Mercado parece sempre estar mais florido. Mas esse é um fenômeno que acontece por toda cidade, e o que me motivou a escrever este post foi outra constatação

Outro fim de semana, passando pelos corredores do Mercado Central, me dei conta de outro tipo de assédio a clientela muito comum, que acontece não é de hoje, mas sobre o qual não vi ninguém escrever ainda. É que tem um corredor onde se concentram várias lojas de suplementos alimentares, destinadas ao pessoal da malhação, vendendo Whey Protein, Albumina, Mega Packs, Fat Burners, e produtos afins.

Obviamente são escolhidos para trabalhar nessas lojas os caras mais gatos, com corpo sarado, bem exibidos em uniformes justos. E é só passar um cara com potencial de comprador (nem precisa muita coisa, basta usar uma camiseta e uma bermuda) que esses caras logo começam a mexer. "E aê, chagado. Precisando de alguma coisa?"; "Falaê, mermão. Chega mais aqui."; "Opa, campeão. Posso te ajudar?"; "Ow, fera. Procurando algo?". É algo de levantar qualquer moral você passar por esses corredores e se ver assediado por tantos caras bonitinhos e gostosinhos, e com tamanha insistência.

Dizem que o melhor tratamento para uma mulher deprimida e de baixo astral é colocar uma saia curtinha e passar na frente de uma obra, pra ouvir as cantadas do pessoal dos andaimes. Pois bem, guardadas as devidas proporções, posso dizer que o vendedor de suplementos é o equivalente gay do peão de obra.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Outings (1)



Sábado, 16 de janeiro de 2010

Eu = eu mesmo
Irmã do meio = minha irmã do meio
Personal = meu namorado (Apelido escolhido pela profissão dele. Ele é higiênico sim, mas não na forma de rolo de papel.)

Tarde, ao telefone, falando com irmã do meio.
Eu: Estou indo a uma peça da Campanha de Popularização do Teatro hoje junto com Personal. Quer ir junto?
Irmã do meio: Claro!

Início de tarde, saindo do teatro,
Irmã do meio: Para onde vamos agora? Estou a fim de dançar. Vamos para o Demodée?
Eu: Irmã, eu não estava planejando isso. Estamos até de bermuda.
Irmã do meio: É só passar na sua casa e trocar, oras. Anima, Personal?
Personal: Por mim, bacana. Eu animo. Vamos?
Eu: Vamos lá pra casa, então.

Pouco depois, em casa, Irmã do meio abre a geladeira.
Irmã do meio: Que torta é essa aqui na geladeira?
Eu: É uma torta doce, náo tá vendo?
Irmã do meio: Noossaaaaa. Foi aniversário de alguém???
Personal corre pro banheiro, pra segurar o riso.
Eu: É só uma torta, Irmã. Deixa de ser curiosa!

Na sequência, no banheiro.
Personal: Meu Deus, sua irmã é muito sem noção. Tive que vir pro banheiro pra não rir.
Eu: Quase que eu falei. Foi por pouco. Mais um pouco e eu acabo falando.

Saindo da boate. Dentro do carro. 03:30 da madrugada de domingo. Eu cansado, e doido pra ir embora, e na direção. Irmã do meio chapada, enchendo o saco porque queria ficar mais. Personal apenas observando no banco de trás.
Irmã do meio: Não acredito que você ia embora e ia me deixar lá sozinha.
Eu: Depois de quatro caipivodkas na sua cabeça eu não ia e deixar é dirigir o carro. Se quisesse ficar, tudo bem. Mas dirigindo você não voltava pra casa.
Irmã do meio: Ah, você está muito chato. E nem me deu um pedaço daquela torta lá da sua casa, que eu não sei de que ela é...
Eu (irritado): Quer saber? Aquela torta é de aniversário. Um ano de relacionamento. Eu e Personal.
Personal dá um salto de susto no banco de trás.
Irmã do meio: ...
Eu: ...
Personal (cara de paisagem): ...
Irmã do meio: Um ano? Parabéns, meu irmãozinho!
Eu: ?!?!
Irmã do meio: E parabéns pra você também, Personal. Meu cunhado!
Personal: ?!?!?!
Eu (surpreso e aliviado): Brigado. Amanhã eu te dou um pedaço da torta.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Comemoração


Hoje completo um ano de relacionamento. Uma história que começou despretensiosa, que poderia ter durado uma noite apenas. Mas que ganhou sobrevida por uns dias.... Por umas semanas... Por uns meses... E o que talvez não fosse virar nada sério, com o tempo, virou namoro.

Admito, não devo ser uma pessoa muito fácil de se relacionar. A data que comemoraremos hoje tem muito a ver com a paciência dele, com a persistência dele e, principalmente, com o fato de ele saber respeitar meus limites, meus conflitos e meu tempo. Lembrando de nossos primeiros meses, no lugar dele, penso que eu teria me dado um pé na bunda muito fácil.

Hoje tem comemoração lá em casa. massa, carne, vinho, e uma torta de trufada da Boca do Forno (essa da foto acima) que acabei de encomendar.
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