Analitics

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Comemoração


Hoje completo um ano de relacionamento. Uma história que começou despretensiosa, que poderia ter durado uma noite apenas. Mas que ganhou sobrevida por uns dias.... Por umas semanas... Por uns meses... E o que talvez não fosse virar nada sério, com o tempo, virou namoro.

Admito, não devo ser uma pessoa muito fácil de se relacionar. A data que comemoraremos hoje tem muito a ver com a paciência dele, com a persistência dele e, principalmente, com o fato de ele saber respeitar meus limites, meus conflitos e meu tempo. Lembrando de nossos primeiros meses, no lugar dele, penso que eu teria me dado um pé na bunda muito fácil.

Hoje tem comemoração lá em casa. massa, carne, vinho, e uma torta de trufada da Boca do Forno (essa da foto acima) que acabei de encomendar.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Sutileza


Um grande amigo me manda um email, com uma série de pensamentos e lembranças sobre sua vida, seus medos, seus atos, erros e acertos. Indagações detonadas após ver o filme "Do começo ao fim", já exaustivamente abordado na blogaysfera em geral. De todo emocionado (e emocionante) texto recebido, destaco uma frase que faço questão de registrar aqui:

"O amor é tão sutil que demorei seis anos para percebê-lo com clareza."

Leio esta frase e penso no sofrimento não apenas dele, mas também de muitos de nós, que têm relutância em se entregar aos sentimentos e, às vezes, desperdiçamos grandes oportunidades de sermos felizes. Grande é o mérito de quem é capaz de perceber a tempo essas sutilezas da vida, especialmente quando se vive o desafio do amor entre iguais.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Tirinha (1)

Tem muita gente que é assim mesmo...

Niquel Nausea (www.niquel.com.br)

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Fala que eu te escuto?



Sempre achei que tenho certa vocação pra psicólogo, ou conselheiro, ou ouvinte - dependendo do interlocutor, a função também varia. Já relatei aqui em posts anteriores como certas pessoas vêm, do nada, me contando detalhes de suas vidas, seus problemas afetivos, profissionais, familiares, etc. Contei também como tive que aprender a, em alguns casos, apenas escutar e não dar muito palpite, sob o risco de estragar grandes amizades.

De qualquer modo, meu ímã para ouvir problemas alheios sempre esteve funcionando, e escutar os outros, no fim das contas, é algo que normalmente me dá até um bocado de satisfação. Uma sensação de ajudar, dar atenção, coisa nesse sentido. Mas nas últimas semanas tenho encarado um desafio que se mostra além da minha capacidade.

Nesse período uma de minhas irmãs tem passado por grande instabilidade emocional, fruto da iminência do término de uma relação de muitos anos. Assim, vários questionamentos têm passado por sua cabeça, sobre suas opções de vida, sua postura, sua imagem perante os outros, etc. A vontade de ajudá-la nos levou a uma proximidade que antes não tínhamos, o que é um lado positivo desta história.

Acontece que de uns tempos pra cá a coisa está indo além dos meus limites, pois a carência dela por atenção chegou a um ponto que eu não posso e nem quero suprir. Pior, me parece que na sua extrema insegurança, ela, de forma consciente ou não, acaba por transferir aos outros o ônus de certas decisões de cunho estritamente pessoal. Coisas do tipo "me diz o que eu devo fazer agora"?

Como é que pode eu ter tanta paciência para outras pessoas e não conseguir mais parar pra ouvir os pensamentos de uma irmã que evidentemente precisa de apoio? Parece paradoxal, pois a pessoa que eu mais quero ajudar eu não consigo.

O que me chateia - e já disse isso a ela - é que em alguns momentos eu não me sinto num papel de irmão, mas sim de psicólogo. Ao invés de um bate-papo, nossas conversas mais parecem uma consulta de análise (e olha que ela já tem um analista muito bem pago pra exercer esse papel). Com isso, ao invés de me aproximar, ultimamente tenho me afastado e, na insistência dela por certas respostas, acabo me tornando propositadamente grosso, beirando a falta de educação.

Falta a muitas pessoas a capacidade de perceber quanto uma conversa se encerra, quando um assunto acaba, quando é melhor parar de falar, pra coisa não piorar. Sábio é aquele que consegue perceber a hora de colocar um ponto final nas coisas, virar a página e seguir em frente.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Dois pesos e nenhuma medida


Quatro meses sem refrigerante fazem diferença. Passar a almoçar saladinha também ajuda. Já chutar o balde no reveillon, com cerveja, vodka com energético, churrascos, massas, sorvete, mousse de chocolate e etc. também fazem diferença - e efeito muito mais rápido.

São os dois lados da balança, sendo que a minha digital (dessas de banheiro) entrou 2010 sem funcionar. Ironia do destino, ou uma providência divina, pra eu não poder ver como meses de sacrifício podem ir embora em um final de semana prolongado?

Pelo sim, pelo não: da-lhe academia!

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Ano velho e novos convites



Hoje é o último dia de trabalho "pela metade". Amanhã voltamos à nossa programação normal, com prazos correndo e equipe quase completa. Como não tive folga no final de ano (tirando a viagem de reveillon) minhas férias do ano passado só vão começar pra lá da metade de janeiro. Por isso, nesse ponto, me sinto ainda num rabicho de 2009.

Hoje um amigo hetero que estava no reveillon me ligou pra me chamar para seu aniversário, e fez questão de estender o convite ao meu namorado (bom, ele não usou esta palavra, mas o convidou pelo nome mais de uma vez). Em tempos atrás, eu iria sozinho, muitas vezes o deixando à minha espera em casa.

Aliás, dias atrás, minha irmã também já me chamou (pela enésima vez) pra passar um final de semana na casa que ela aluga na Serra do Cipó. Só que dessa vez também estendeu o convite ao namorado (bom, ela não usou esta palavra, mas algo me diz que ela já desconfia...). E olha que ela o conhece há cerca de um mês apenas.

E 2010 começa com a filosofia de escrever pouco, para escrever sempre.

Tempos de mudanças.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Vida nova



A gente fica mesmo mais animado depois de quatro dias de "férias". Depois de um final de ano praticamente infernal, com acúmulo de trabalho, baixa no rendimento e alta no estresse, o ano novo veio realmente com cara de "vida nova".

Quase quatro dias. Quase sempre com sol. Quase todos os meus amigos de colégio. E o namorado à tiracolo, quase sempre ao meu lado. E quem quase não sabia, ou quase desconfiava, deve ter passado da quase certeza, mas quase ninguém tocou no assundo. A excessão foi uma garota que eu não conhecia, que eu até agora não tenho certeza de que seja hetero. Quer virar amiga, mas me adicionar no orkut me chamando de "gata" não ajuda muito...

Por pouco não fui ao reveillon/final de semana pois meus amigos todos estariam "de casal", mas incentivado pela organizadora do evento, levei meu casal para lá, e vivi dias fantásticos, tanto pelo carinho explícito quanto pela aceitação velada, mas igualmente evidente.

Assim começa 2010, com ares de revelação conquista de novos limites, não mais em conta-gotas, mas por atacado. A próxima fronteira e o grande tabu: família. Os primeiros sinais já foram enviados e, logo, aguardo as primeiras respostas.

Sou grande demais pra me esconder neste armário indefinidamente.

terça-feira, outubro 06, 2009

Dando as caras de novo


"Por que você não escreve lá no seu blog sobre o dia em que fomos pra boate de mulher pelada?", me perguntou meu sócio há menos de uma semana. "Porque deve ter uns dois meses que não escrevo nada lá." respondi, na lata.

Foi quando me dei conta de quanto tempo eu me mantive afastado deste espaço. De quantas coisas importantes aconteceram neste tempo, que eu não registrei aqui. De como grande parte das pessoas que eu costumava seguir também pararam de escrever. Será fase? Será que a onda de blogs foi superada? Só o Twitter anda "bombando" por agora?

Bom, posso responder por mim. Blog pra mim é mais que pura onda. Comecei nesta brincadeira há mais de cinco anos e, mais até por deferência à importância que o blog um dia teve na minha vida, não pretendo deixar a coisa acabar assim, do nada. Mas o tempo pra postar é cada dia mais escasso. A vontade de escrever também. Novidades há, sim. Então vou colocar aqui algumas coisas, sem pretensão de me lembrar de tudo.

- Estou namorando. Aliás, já estava namorando há algum tempo, mas hoje vejo que não havia escrito aqui. Uma história que começou devagar, e aos poucos foi tomando espaço e envolvimento que não imaginava inicialmente. Isso só reforça minha percepção que, mutas vezes, as coisas não planejadas são as que acabam dando certo mesmo.

- Na contramão do parágrafo acima, vi vários casais de amigos se desfazerem nos últimos meses. Aliás, tem um ex meu que está se revelando uma piranha de marca maior! Ainda bem que no meu tempo ele era bem diferente (eu acho...).

- Toda minha turma de faculdade já sabe que sou gay. A notícia se espalhou entre casamentos de colegas e já virou domínio público. Ainda não tive nenhum encontro com eles desde então. Quero ver como vai ser, se alguma coisa vai mudar, etc. Acho que nessas horas é que se revelarão quem são os verdadeiros amigos.

- Pra manter a tradição, vou este ano mais uma vez para a Fórmula 1 em São Paulo. Desta vez, ficarei em casa dos meus queridos amigos Razi e Lê, e o meu namorado vai junto também. De início, ele iria só pra cidade. Esta semana comprou ingresso pro treino de sábado... mas vai pra um setor diferente do meu! Ah, nem comento do Razi, que ganhou ingresso e vai na sexta também... e também em outro setor!!!!! Aff...

- Mudei de academia, por influência do namorado, que atua na área. Esta nova fica no meio do caminho entre a minha pós-graduação e o meu apê, funcionando até meia noite. Os tempos atuais são de treinos noturnos (não raro, entre 22 e 23 horas) e algumas aulas coletivas, pra não deixar a barriga fora de controle.

- Dei um grande passo para terminar de pagar meu apartamento. na verdade, o plano é trocar o financiamento da Caixa por um consórcio imobiliário (da Caixa também), que tem praticamente o mesmo custo mensal, mas é quitado em metade do tempo. É aquela história de trocar uma dívida mais cara por outra mais barata.

- Obtivemos no escritório uma importante vitória e, pra comemorar, fomos eu e meu sócio pra uma boate de mulher pelada, cujo nível é mais ou menos o mesmo daquela do anúncio acima. Mas isso é caso para um post exclusivo, que espero escreveu um dia desses...

sexta-feira, agosto 28, 2009

Twittando

Depois de uma porrada de tempo sem escrever nada aqui, e sem contar/relatar/registrar 'trocentas coisas importantes que aconteceram nos últimos meses, pensei seriamente em encerrar o blog. Para não deixar isso acontecer, acabei encontrando uma alternativa pra minha "sobrevida online". Acabo de aderir ao Twitter. Quem sabe eu não começo a escrever em 140 caracteres e, com isso, anime a postar algo que preste num futuro próximo? A quem interessar possa: www.twitter.com/carinhadoblog

quinta-feira, julho 02, 2009

E a frase é... (5)

Essa aconteceu quinta-feira passada, na Avenida Antônio Carlos, quase meia noite.

"Dá uma moral aê, motô"

A série “E a frase é...” é uma coletânea de frases emblemáticas que, em algum momento, por algum motivo , dita por alguma pessoa, ganhou um significado único, normalmente engraçado (quando não hilariante). Só que fora do seu devido contexto, estas frases parecerão estranhas e sem sentido para a quase totalidade dos leitores. Esta série tem o objetivo de documentar estas frases para o Autor do blog e instigar a imaginação de seus leitores sobre quem/como/quando/onde foram ditas.
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