Analitics

sábado, outubro 25, 2008

Like a bird

Ontem conheci o DVD de um grupo que, ao que parece, já faz bastante sucesso em Recife. Trata-se do "Nós 4". Ainda vou procurar mais informações sobre eles na internet. Mas desde já digo que têm dois vocalistas (um cara e uma garota) com vozes lindas, mandando muito bem interpretando sucessos nacionais e internacionais. Abaixo, segue um vídeo de uma versão deles para a música "I`m like a bird", da Nelly Furtado. Não é exatamente o que eu queria postar depois de tanto tempo ausente. Mas deu vontade...


sábado, outubro 04, 2008

E a frase é... (2)



"Estão passando salsicha na grade!"

A série “E a frase é...” é uma coletânea de frases emblemáticas que, em algum momento, por algum motivo , dita por alguma pessoa, ganhou um significado único, normalmente engraçado (quando não hilariante). Só que fora do seu devido contexto, estas frases parecerão estranhas e sem sentido para a quase totalidade dos leitores. Esta série tem o objetivo de documentar estas frases para o Autor do blog e instigar a imaginação de seus leitores sobre quem/como/quando/onde foram ditas.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Cala-te boca

Se um dia resolvesse ser padre, acho que no seminário eu tiraria as maiores notas na matéria "Atendimento no Confessionário". Desde há bastante tempo, inúmeras pessoas, de inúmeras origens, pelos interesses mais diversos, encontraram em mim porto seguro para suas confidências. Lembro-me, por exemplo, de uma garota com quem saí na adolescência – é, teve época que eu (achava que) era hetero – e já no primeiro encontro ela danou a me contar coisas escabrosas de sua família, sobre as dificuldades de relacionamento com os pais, casos de infidelidade, etc. À medida que a garota falava, eu tentava não mostrar uma cara de espantado, mas indagava com meus botões por que diabos ela revelava coisas tão cabeludas pra uma pessoa que mal a conhecia.

Outro exemplo, mais recente. Há poucos anos, um conhecido gay (na época éramos até amigos) veio me relatar sobre um abuso que sofreu na adolescência, na sua cidade de origem no interior de Minas, por parte de um sujeito um pouco mais velho (deviam ter cerca de 13 e 16 anos). Ele me relatava, com lágrimas nos olhos, os sentimentos que teve quando viu o sujeito anos depois, no seu local de trabalho em BH, descrevendo sobre o nojo que sentiu, e sobre outros detalhes mais íntimos do trauma que o episódio lhe causou.

Penso que nestes casos, como em dezenas de outros, as pessoas viram em mim uma pessoa confiável, à qual poderiam narrar segredos de diversas naturezas, com a certeza de que tais relatos não seriam reproduzidos. E eu realmente sei guardar apenas para mim as confidências que me são feitas, mesmo que isto me custe a perda de certas oportunidades que uma "língua solta" poderia me trazer.

O problema é que o tempo foi passando, e a experiência acumulada acabou por me atiçar outro papel junto ao de confidente: o de conselheiro. Sim, agregado à função de ouvir os casos alheios, em algumas oportunidades, aventurei-me a dar meus pitacos sobre o que achava das situações. E, na quase totalidade das vezes, por questão de extrema cautela, impus-me a regra básica de que conselho só é dado a quem pede. Quando muito, pode ser sugerido a quem demonstra precisar muito, e olhe lá!

Só que começo a ver que esta "função agregada" é por demais traiçoeira. E mesmo com a regrinha básica acima mencionada, muitas vezes a pessoa que pede sua opinião logo depois mostra que preferiria realmente não ouvir o que você tem a dizer. E nisso surgem situações deveras desagradáveis.

Certa vez recebi um SMS com estes exatos dizeres: "Te mandei email. Olha lá se puder e comente. Seus comentários me são muito importantes, sabe disso. Bjo." Por essas e outras tantas situações, recentemente, julguei-me na liberdade de dar palpites na vida alheia. Ledo engano. Disse muita coisa desagradável e, em troca, recebi outras tantas de igual ou maior aspereza. E não me cabe analisar quem está "certo" ou "errado". (Possivelmente, errados fomos os dois.) Nem me cabe também querer imbuir-me das dores e aflições alheiras até porque outra pessoa também já me acusou de ser incapaz de me colocar na posição de meus interlocutores.

Nisso tudo, vejo que tenho que aprender a avaliar melhor as situações e, via de regra, começar a agir tal como Wilson, a bola de volei companheira de Chuck Noland, personagem de Tom Hanks no filme "Náufrago". Com seu semblante impassível, Wilson foi capaz de acompanhar as agruras de Chuck anos a fio, sem lhe dirigir um único palpite errado ou comentário torto. Mesmo em silêncio, ele foi mais capaz de dar-lhe ânimo que centenas de palavras bem intencionadas não conseguiriam. E, no final, Chuck acabou chegando bem casa.

quinta-feira, setembro 25, 2008

O "meio" e o ambiente


"Você freqüenta o meio?"

Lembro-me do meu início na vida gay, quando eu sequer tinha certeza do que gostava ou deixava de gostar, mas dispunha-me a experimentar o contato íntimo com outros homens. Nas conversas em chats na internet, ou no msm, a indagação sobre o "meio", muito comum entre os iniciantes e os enrustidos (e no meu caso eu era ambos), aparecia tanto quanto o famigerado "Você é A ou P?".

Durante muito tempo, relutei em ir a lugares gays, especialmente por medo de ser reconhecido. Também a atmosfera de alguns deles, muito sombria e erotizada, não me trazia uma energia boa. Questionava-me por que tais lugares tinham que ser, ao mesmo tempo, locais para esconder o rosto das pessoas "lá de fora" e pra expor o corpo pras pessoas "lá de dentro". Por essas e outras, muitas pessoas valorizam os que não "freqüentam o meio" quase tanto quanto aquelas que são "discretos" e "não afeminados". No fundo, parece que o contato com outros gays ganha um aspecto "contagioso", que a afetação é transmitida pelo toque, ou pelo ar, ou que homossexuais são classificados pelos seus próprios pares em categorias que chamaria de, digamos... "graus de viadagem".

Minha introdução no "meio" se deu de forma lenta, gradual e irreversível. Aos poucos, fui conhecendo lugares novos. Percebi que só se embrenha na escuridão e na promiscuidade quem deseja. Identifiquei locais bacanas, abertos, iluminados, cheios de saúde e vida. Principalmente, vi-me em alguns ambientes em que me senti à vontade, podendo ver e ser visto sem medo de qualquer represália. Isso tudo sem me agredir, sem mudar meu jeito de ser, agir ou pensar.

Acontece que, nas últimas semanas, até mesmo pelo recente final de meu namoro, acabei por um movimento "natural" restabelecendo contatos com amigos "das antigas", dos tempos de colégio e faculdade. Coincidiu ainda de, em dois finais de semanas seguidos, eu comparecer a três casamentos e um churrasco, todos com turmas de amigos heteros, que não sabem (e nem se mostram interessados em saber) sobre minha sexualidade.

No entanto, impossível não registrar que ao lado da alegria dos reencontros com várias pessoas queridas, com as quais meu contato havia rareado, estes eventos também me trouxeram momentos de um certo incômodo.

Era chato ser o único desacompanhado no meio de vários casais.
Era chato perceber que eu fui um dos únicos que recebeu apenas um "convitinho" pra festa, ao invés de dois.
Era chato ver que, ao final da noite, os poucos solteiros sempre tratavam de abordar e mulheres do local, quase sempre com sucesso (ah, no meu tempo de hetero as mulheres nunca davam esse mole todo!).
Era chato perceber que as mulheres no local não me interessavam, e que mesmo pelos próprios homens eu não me empolgava.
Era chato me sentir quase um ser assexuado.

Nestas situações, por mais que me encontrasse entre amigos, e por mais que percebesse que não havia qualquer pressão ou expectativa sobre minha pessoa, era fato que eu me sentia "sem ambiente". Tal como uma pessoa que se sente incomodada quando não tem o hábito de usar gravata e é obrigada a vestir num evento especial. Ou uma pessoa que coloca um sapato novo e caminha a tarde inteira com o calçado apertando o calcanhar. Só que meu incômodo era na alma. De alguma forma me sentia tolhido em parte importante da minha integridade. Não consegui agir em plena liberdade.

Por essas e outras que após um dos casamentos não hesitei em sair no final da festa e ir diretamente para uma boate gay daqui da cidade. Lá, mesmo estando sozinho, me senti liberto de minhas próprias amarras. E a sensação de liberdade da alma que vivenciei me mostrou que, mesmo com todas as ressalvas que eu ainda pudesse ter ao "meio", certamente aquele era muito mais o meu ambiente.

domingo, setembro 21, 2008

E a frase é... (1)



"Senta no patinho!"

A série “E a frase é...” é uma coletânea de frases emblemáticas que, em algum momento, por algum motivo , dita por alguma pessoa, ganhou um significado único, normalmente engraçado (quando não hilariante). Só que fora do seu devido contexto, estas frases parecerão estranhas e sem sentido para a quase totalidade dos leitores. Esta série tem o objetivo de documentar estas frases para o Autor do blog e instigar a imaginação de seus leitores sobre quem/como/quando/onde foram ditas.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Sufoco


Queria escrever um post sobre Tutu, meu último namorado estive junto por um ano e meio, sendo que o namoro terminou há quase um mês, dando origem ao post abaixo. A idéia era escrever sobre como ele é um cara bacana, animado, bonito, e também como mesmo tendo um jeitão todo de criança, agiu de forma extremamente madura quando de nosso término. Só pra registro, eu terminei o namoro só que, no final da nossa conversa, era ele que me consolava!

Comecei a escrever o post, mas não consegui terminar. No início, parava pra conter algumas lágrimas. Depois o tempo foi passando e me vi absorvido por várias outras tarefas. Quando dei por mim, já tinha perdido o timing daquilo que seria uma homenagem e ao mesmo tempo um registro de despedida.

Também por isso acabei não escrevendo sobre o final de semana que passei no Rio, na casa do Râzi e do , que foram (como sempre) uns amores, e escreveram sobre a visita na época. Então deixo os links dos relatos aqui e aqui, sorrateiramente surrupiando os seus textos e agradecendo novamente todo o carinho recebido.

No entanto, devo registrar que as últimas semanas foram de bastante sufoco, em vários aspectos. Alguns dos visitantes deste espaço sabem que trabalho em dois locais: um negócio próprio e um serviço público. Pois exatamente nesta época houve uma espécie de auditoria no meu serviço público (na verdade, a primeira de três que acontecerão no intervalo de pouco mais de um mês).

Os dias que antecederam a data desta “auditoria” (que ocorreu no último dia 09 de novembro) foram de bastante tensão, até porque toda uma documentação que deveria providenciar simplesmente dependia do envio de outros setores sobre os quais eu não tinha controle. E depender dos outros em casos assim é uma merda!

Bom, não devo negar que boa parte na “culpa” foi minha, uma vez que deixei algumas providências para a última hora e não tomei as devidas cautelas para o caso. Mas foi a primeira vez que fiquei responsável por isso em anos de trabalho no setor. Faltou experiência, vivência, uma certa maldade até.

No final, tudo deu certo. Por pouco, mas deu. Fomos até elogiados pelos “visitantes”. Naquela terça-feira, por este e por outros motivos, fui tomado por uma sensação de alívio pelos resultados obtidos, mas também saí com a sensação de alerta para que nunca mais me colocasse vulnerável novamente.

Desde então os dias têm se seguido, ainda com muito trabalho, mas sem a “faca no pescoço”, até porque muitas das providências já tomadas servirão para as duas próximas auditorias marcadas para breve. O negócio é que, nos finais de semana, ao invés de aproveitar para descansar dos dias corridos, acabei dando minhas voltas pela night belorizontina.

No último final de semana, por exemplo, tive dois casamentos de amigos de faculdade (sábado e domingo). No próximo sábado, tenho programado outro casamento, de amigo do trabalho (no qual serei padrinho!) e ainda um churrasco de despedida de um amigo da turma de colégio.

E nesse momento reparo que, como em outras oportunidades, o final de um namoro me leva a retomar contatos com amigos “das antigas”, dos quais eu invariável e involuntariamente me afasto quando estou com alguém. Enfim, estou me readaptando à vida “de solteiro”, sem saber quanto tempo levarei até encontrar um novo ponto de equilíbrio.

sábado, agosto 23, 2008

Acabou

Esta é a música que marcou a noite de ontem. Depois escrevo direito. Por enquanto, é só isso mesmo.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Super Size Me

Prometo evitar ao máximo falar de "vida corrida" aqui neste blog, tanto pra não me tornar repetitivo, quanto pra fugir de assuntos chatos, evitando qualquer resquício de autopiedade. Mas hoje (pra variar) estava eu mega atrasado entre meus dois trabalhos quando, pra ganhar alguns minutos, resolvi fazer algo que tenho evitado já há alguns anos: comer sanduíche do McDonald's.

Daí que lá vou eu comprar uma promoção de um sanduíche daqueles novos de frango (menos calórico?) com suco de uva (mais saudável??) e fritas (precisa comentar???). Faço o meu pedido pra viagem e me dirijo ao prédio do meu trabalho, onde iria degustar meu almoço fast food.

Eis que ao entrar no elevador, vejo um grupo de uma cinco carinhas, todos gatinhos, de roupa social, que trabalham em outro andar, e aparentemente voltavam do almoço juntos. Lá estava eu, com minha pasta numa mão, a sacola da Mc na outra, e ainda equilibrando o copo do suco, quando, num gesto de pura gentileza urbana desinteressada, segurei o elevador para que as beldades subissem comigo. (Aos céus? Não, dava. Mas pelo menos até meu andar já tava valendo...)

Foi quando se iniciou uma conversa entre eles, mais ou menos assim:

- Cara, outro dia vi aquele documentário daquele americano que ficou um mês só comento Mc Donald's.

- Nó, que doidera, né?

- O cara ficou malzaço!

- Fudeu o organismo dele todo!!!

- Muito doido...

- Fez um monte de exames. Detonou tudo lá dentro.

- A namorada do cara ficou reclamando direto dele.

- Quase que não agüentou.

- Diz que agora ele vai fazer um outro, só fumando um mês inteiro.

- Esse cara é louco.

- Muito louco...

Isso tudo comigo lá do lado, com meu Chicken Club Bacon Crispy assassino, minhas fritas cancerígenas e meu suco envenenado nas mãos, tudo embrulhado numa sacolinha de papel ecologicamente correta, ornada com símbolos das Olimpíadas de Pequim.

Será que esses fedaputas (que eu não conheço!!!) são apenas um bando de "sem noção", ou eles tavam realmente de sacanagem com minha cara? Ou será que foi um sinal dos céus, que me enviaram meia dúzia de anjos gatinhos, zelosos com munha saúde e boa forma, querendo me lembrar pra nunca mais comer besteira no lugar do almoço?

Espero chegar pelo menos aos 40 anos e descobrir antes de ter um ataque cardíaco. (Por essas e outras, voltei a treinar pesado na academia há cerca de duas semanas.)

domingo, agosto 10, 2008

Dia dos Pais


Hoje o Dia pos Pais foi um dos melhores dos últimos anos. Meu pai nem reclamou do presente que ganhou! Bom demais!!!

Este post é uma homenagem aos pais que frequentam este blog, a quam mando meus parabéns por este dia tão importante. Em especial, meu grande beijo para o Ludo e para o Râzi, que são dois pais que sobre os quais posso testemunhar o carinho e amor que têm pelos seus filhos.

Beijos!

domingo, agosto 03, 2008

Friends on the Road



Semana passada meu humilde cafofo passou por uma “prova de fogo”. Visitantes ilustres marcaram presença durante pouco mais de uma semana, e alteraram para muito melhor a minha rotina.

O chegou no domingo, dia 20, em pleno dia de parada gay em BH (!). Quinta-feira, dia 24 (!!!), de manhã foi dia do Râzi chegar. Já no dia seguinte, foi o Oz deu as caras.
Vou fazer como o Râzi e me esquivar de descrever detalhadamente tudo o que aconteceu. Sabe, foi tanta coisa, tantos passeios, encontros, reencontros, apresentações, aventuras... Impossível retomar tudo aqui e agora.

Faço questão de registrar que foram dias fantásticos, nos quais me esforcei para receber meus amados amigos da melhor forma possível. E nesta missão tive o apoio do meu gatinho e de grandes amigos (em especial do Ludo de minha grande amiga mais que especial), que deram a maior força quando não pude estar presente.

De tudo que passou, me felicito em constatar que possuo grandes amigos, com quem posso contar nos momentos de necessidade. Falo isso tanto a respeito dos que vieram quanto dos que aqui já estavam. Noto, aliás, a grande tendência entre uma turminha de amigos blogueiros em tentar se encontrar e estreitar os laços traçados pela web.

Não gosto da expressão “amigos virtuais”, pois de “virtual” só há o meio de contato (alguém aí já ouviu falar de “amigo telefônico”, por exemplo???). E virtual, nesse caso, pode transparecer um sentido de “não verdadeiro”.

Pelo contrário, estas amizades têm se mostrado extremamente reais e sinceras, pouco importando se as pessoas encontram-se a centenas ou milhares de quilômetros. E faço votos que este tipo de interação se intensifique, e que novos encontros surjam no horizonte.
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